Depois de incêndios florestais devastadores na floresta amazônica, o fogo agora está queimando o Pantanal. Áreas de conservação foram reduzidas drasticamente nas últimas semanas devido as queimadas. E a culpa não é só do clima seco: incêndios ilegais são comuns. Cenas de animais mortos e vegetação destruída se tornaram comum na maior planície alagada do mundo. Confira abaixo imagens do Pantanal e a atual situação da região.
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Imagens e fatos sobre a importância do Pantanal

Com uma área aproximada de 150 mil km², o Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas de todo o planeta Terra. Ele fica localizado em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e também em regiões do Paraguai e Bolívia. O bioma sofre influência da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica e também abriga dezenas de espécies ameaçadas em outras regiões do Brasil. Araras-azuis, Onças-pintadas e o característico pássaro Tuiuiú são algumas das principais espécies do Pantanal.

Conforme o Ministério do Meio Ambiente, “estudos indicam que o bioma abriga os seguintes números de espécies catalogadas: 263 espécies de peixes, 41 espécies de anfíbios, 113 espécies de répteis, 463 espécies de aves e 132 espécies de mamíferos sendo 2 endêmicas”. O órgão também afirma que quase duas mil espécies de plantas já foram identificadas no bioma e classificadas de acordo com seu potencial, e algumas apresentam vigoroso potencial medicinal.

Embora possua grande valor para o meio-ambiente, o Pantanal é muito impactado pela ação humana (em especial, pela atividade da agropecuária). Além disso, as queimadas são naturais no bioma durante sua época de seca, mas podem ser intensificadas por mudanças climáticas e a falta de intervenção contra elas. Atualmente, os incêndios estão avançando rapidamente pela região e só poderá ser controlado por meio de chuvas constantes no bioma.
Efeitos do aumento das queimadas
O combate ao fogo no local é difícil, pois mudanças climáticas ao redor do globo e características próprias do Pantanal atuam junto com as queimadas. Segundo o Prevfogo (órgão de combate à incêndios florestais), o bioma teve mais de 2,9 milhões de seus hectares atingidos pelo fogo.
A área equivale a cerca de 19% do Pantanal – só para ilustrar, isso equivale a 19 vezes o tamanho da capital de São Paulo. O número de focos de calor (um indicador para incêndios) chegou a 15,4 mil, o maior valor registrado desde 1998.

Os governos estaduais de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e o governo federal já estão combatendo o incêndio e decretaram estado de emergência. Contudo, mesmo com a ação de todos o fogo tem avançado com rapidez pelo Pantanal.
Em virtude de toda a situação, muitos animais morreram carbonizados ou estão feridos pelas chamas. Além disso, incontáveis plantas e árvores estão sendo destruídas. Professor da Universidade do Estado do Mato Grosso e doutor em biodiversidade, Joari Costa de Arruda afirma que o Pantanal “é um refúgio de toda a pressão que temos em volta”. Certamente a pressão citada pelo especialista é ligada ao tamanho das áreas agropecuárias no entorno. “Suprimindo esse ambiente com os incêndios, esses animais não têm para onde ir”, conclui Costa de Arruda.

Nesse meio tempo de combate ao fogo, dois grandes refúgios de animais foram quase destruídos como resultado das chamas. O maior santuário de onças-pintadas no mundo foi 85% destruído por causa de queimadas. O fogo também atingiu 92% da Fazenda São Francisco do Perigara, o maior refúgio de araras-azuis no mundo – como resultado, as aves correm risco de extinção. Inegavelmente, impactos muito negativos para o bioma.
Confira imagens do Pantanal em chamas










Vídeos sobre o impacto das queimadas no bioma
Vídeo do Observatório Pantanal (divulgado pelo Instituto SOS Pantanal) a fim de divulgar informações sobre as queimadas:
5.4K views · 185 reactions | Já está disponível o vídeo oficial da campanha “Pequenas faíscas, grandes incêndios” do Observatorio Pantanal. Além deste material audiovisual, a campanha de conscientização, prevenção e combate ao fogo na região também conta com spots de rádio, que serão veiculados nas principais emissoras do Pantanal brasileiro, paraguaio e boliviano, outdoors em pontos estratégicos das BRs-262, e ainda outras ações emergenciais como doação de equipamentos de proteção e de combate ao fogo e treinamentos para brigadas comunitárias, junto ao Prevfogo/Ibama MS. O objetivo da campanha é sensibilizar a população para os riscos dos incêndios, em especial, nesta época do ano em que as secas são severas e a umidade relativa do ar muito baixa, somada aos baixos índices de chuva. “Queremos alertar sobre os perigos e danos causados pelo fogo no Pantanal, conscientizando sobre o manejo correto do fogo e orientando como denunciar os incêndios criminosos, afim de inibir que novos eventos como estes ocorram”, explica a facilitadora do Observatorio Pantanal e analista de conservação do WWF-Brasil, Paula Isla Martins. Os problemas dos incêndios no Pantanal ultrapassam as fronteiras entre países, portanto, as soluções também devem ser pensadas em conjunto, trinacionalmente. “A campanha do Observatorio Pantanal visa unir esforços em todos os países afetados, mostrando o problema e compartilhando as lições aprendidas, para melhorarmos as estratégias de prevenção e combate a cada ano”, complementa Paula. Colabore você também. Curta e compartilhe o vídeo com sua rede. Vamos espalhar essa mensagem de conscientização para conservar o nosso bioma. O Pantanal merece! Use a hashtag #pequenasfaiscasgrandesincendios | Instituto SOS Pantanal
Já está disponível o vídeo oficial da campanha “Pequenas faíscas, grandes incêndios” do Observatorio Pantanal. Além deste material audiovisual, a campanha de conscientização, prevenção e combate ao…
Vídeo amador registrando imagens do Pantanal logo após as queimadas:
Fogo no Pantanal de Mato Grosso
Grupo que praticava pesca profissional na margem direita do rio Paraguai foi surpreendido por um incêndio de grandes proporções na mata em região próxima à cidade de Cáceres (MT), no dia 17 de agosto de 2020.