Investimentos: ProjectHub amplia diálogo entre criativo e investidor

Projeto se consagrou como a primeira rede internacional para empreendedores da economia criativa no Brasil

São Paulo – A agilidade para conectar empreendedores criativos a investidores de impacto levou à execução do ProjectHub. Com plataforma on-line lançada em novembro passado, o projeto somou R$ 2,5 milhões de investimentos em 13 projetos realizados em 2014.

Idealizado pelo psicólogo, consultor em criatividade e atual diretor executivo do projeto, Lucas Foster, o projeto se consagrou como a primeira rede internacional para empreendedores da economia criativa no Brasil.

“O ProjectHub nasceu quando compreendemos que o maior problema para resolver os desafios do século 21 não estava pautado somente na falta de boas ideias ou de recursos, mas sim na interlocução entre os criativos e os investidores”, pondera o diretor.

Com fase conceitual apresentada em 2011, a execução principal do projeto aconteceu no final de 2014, quando a iniciativa chegou ao meio digital. “Percebi que as dificuldades não se baseavam somente na conexão entre os agentes envolvidos, pois era necessário o reconhecimento de ambos os envolvidos”, sintetiza. “As pessoas criativas têm dificuldade em compreender que são parte de uma cadeia produtiva. São empreendedoras, e com isso fornecem serviços, produtos e experiências. O investidor também começou a vivenciar uma mudança de mentalidade a partir da crise econômica de 2008, que levou muitos a perceberem que não queriam somente retorno financeiro, mas outros frutos positivos na sociedade” completa o diretor.

Rede em movimento

Com cerca de 1.200 projetos cadastrados, a plataforma busca contar com perfis variados tanto de investidores quanto de empreendedores-criadores. De acordo com o executivo, no primeiro momento os empreendedores fazem o investimento de seu tempo para elaboração e exposição da ação, seguido da injeção de algum investimento, oriundo, na maioria das vezes, do sistema crowdfunding (financiamento coletivo), seguido pela busca de um investidor anjo, ou seja, uma pessoa física interessada em ter participação no projeto apresentado.

Atualmente com 20 investidores cadastrados, a plataforma destaca a participação de empresas interessadas em patrocínio, em responsabilidade social, em visibilidade de marca e algum tipo de impacto na sociedade. “Elas [as empresas] querem, através do apoio a um empreendedor criativo, ter algum tipo de retorno indireto financeiro, pois o negócio não deve ser esquecido”, pontua.

Leia também

Nova companhia área começa a operar em março no Brasil

Reels sobre moda: 10 perfis para seguir no Instagram

Segundo o executivo, os projetos cadastros requerem investimentos entre R$ 300 mil e R$ 700 mil para serem viabilizados. “Neste ano queremos contar com um número de empresas de startups. Após todo o processo passado pelo investidor, podemos contar com o aporte para a realização dos projetos apresentados”, conta o executivo.

- PUBLICIDADE -

Pequenos e médios

“Entendemos que existem dois movimentos que precisam se encontrar: o crowdfunding, que tem apoio da sociedade civil que quer ver projetos; e a participação das pequenas e médias empresas, que querem atuar de modo ativo em sua comunidade”, diz.

A plataforma contempla o nicho empresarial, pois permite a execução de projetos locais. “Quanto mais canais de locuções entre empreendedor criativo e investidores, melhor, pois permite maiores possibilidades para qualificar a experiência das pessoas”.

O projeto direcionado para os empresários de pequeno e médio porte terá melhor definição ainda neste primeiro ano de atividades. “Existem gargalos que precisamos sanar. Um exemplo são as leis de incentivo trabalhadas pelas grandes empresas. Existem recursos, mas falta conhecimento”, frisa Lucas, afirmando que somente a Lei Rouanet conta com R$ 1,8 bilhão de investimentos que não chegam aos projetos.

Marketing renovado

Ao contrário de décadas passadas, quando os investimentos de marketing eram repassados em sua maioria para mídia, o mercado atual busca inovação. “As empresas precisam de reorganização e os aportes não são apenas para exposição da marca em uma camisa. Hoje é preciso incentivar serviços e experiências para seus consumidores

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Mais detalhes