O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) anunciou uma greve dos docentes da rede estadual para esta quinta-feira (9) e sexta-feira (10). A entidade também convocou uma assembleia para a sexta, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na região central da capital, para discutir a continuidade do movimento.
A mobilização ocorre em meio a uma série de reivindicações da categoria, que incluem reajuste do piso salarial com impacto na carreira, ampliação da oferta de aulas no período noturno, tanto no ensino regular quanto na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os profissionais também pedem a convocação de mais professores concursados.
Outro ponto é a retirada do Projeto de Lei 1316/2025, encaminhado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em dezembro. A proposta prevê a implementação de avaliações periódicas de desempenho que podem resultar na remoção de professores, regras mais rígidas para faltas, possibilidade de transferência compulsória por interesse da administração e o fim do recesso automático de dez dias.
Entre as principais demandas apresentadas pelo sindicato estão:
- reajuste do piso nacional incorporado ao salário-base, sem uso de abonos;
- cumprimento da jornada prevista, com divisão entre aulas em sala e atividades extraclasse;
- revogação de mecanismos considerados punitivos na avaliação de desempenho;
- garantia de atribuição de aulas de forma transparente;
- abertura de novas turmas no período noturno;
- ampliação de políticas de educação inclusiva;
- regularização de direitos relacionados ao tempo de serviço durante a pandemia e pagamento de valores retroativos;
- devolução de descontos aplicados a aposentados e pensionistas.
A assembleia de sexta-feira, dia 10, deve definir os próximos passos do movimento.