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São Paulo registra 1ª transmissão da variante de Manaus do coronavírus

A cidade de São Paulo registra um paciente infectado com a variante de Manaus do coronavírus, que tem maior transmissibilidade.

Escrito por Anny Malagolini
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Atualizado em
variante de Manaus do coronavírus
(Foto: Divulgação/Pfizer)

A cidade de São Paulo registra um paciente infectado com a variante de Manaus do coronavírus, que tem maior transmissibilidade. Morador da capital paulista, ele não esteve no Amazonas, apresentou apenas sintomas leves de síndrome gripal e não necessitou de internação. As informações são da Agência Brasil.

Segundo a prefeitura, desde o final do mês de janeiro, o Hospital Municipal Dr. José Soares Hungria, em Pirituba, zona oeste da capital, vem sendo destinado ao tratamento da nova variante. No local, foram reservados 10 leitos totalmente isolados.

Mutações da covid-19 geram preocupações globais

Variante de Manaus do coronavírus

A variante P.1 do novo coronavírus, encontrada pela primeira vez em Manaus, pode reduzir a capacidade dos anticorpos de neutralizar a ação do vírus. Essa é a observação feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no boletim epidemiológico semanal divulgado na terça-feira (9).

O surgimento de novas linhagens virais é um processo esperado, já que faz parte da natureza dos vírus sofrer mutações conforme se multiplicam ao longo do tempo. No caso da variante P.1, Naveca explica que a mudança genética trouxe alterações na proteína spike, que forma a coroa de espículos que dá nome ao coronavírus e é a estrutura usada pelo micro-organismo para se conectar às células humanas.

“A variante tem como característica mutações na região da proteína spike, em especial na região de ligação ao receptor celular, que conferem a ela um provável aumento de transmissão”, explica Felipe Naveca, que se baseia na velocidade com que a variante se tornou dominante e em dados sobre mutações semelhantes que geraram as variantes encontradas no Reino Unido e na África do Sul. “A gente ainda precisa entender melhor se ela está relacionada com gravidade [da doença], mas o fato de ela ter sido encontrada com essa frequência e ter essas mutações nos sugere que ela é mais transmissível.”

Anny Malagolini é jornalista com ampla experiência em produção de conteúdo digital e SEO. Atuou em redações como Campo Grande News, Correio do Estado e Midiamax, faz a estratégia editorial do portal DCI, com foco em audiência orgânica e conteúdo de autoridade.