Bitcoin bate máxima, mas não passa de 4% do ouro

O Bitcoin pode ter atingido 23.000 dólares esta semana, porém sua capitalização de mercado ainda é insignificante no mercado global de ativos

O Bitcoin sempre atrai o noticiário quando ultrapassa números redondos, como 20.000 dólares ou R$ 100 mil. No entanto, analisar a cotação unitária não nos diz muita coisa. Tudo depende de quantas moedas existem, o limite máximo a ser emitido, além da demanda. Isso por que ser escasso não garante necessariamente valor, conforme vamos acompanhar abaixo.

Ouro é muito escasso, mas imprevisível

Todo o ouro extraído debaixo da terra na história soma cerca de 200 mil toneladas. Deste modo, na imagem acima é possível ver o tamanho deste material ao lado da Estátua da Liberdade. Ou seja, é assustadoramente pouca coisa, mas como se compara ao Bitcoin?

Na cotação atual de 60 mil dólares por quilo, temos um valor de mercado total de 12 trilhões de dólares. De fato, existe um mito de que o ouro possui propriedades únicas, portanto é demandado na indústria e similares.

Primeiramente, apenas 3% da extração é utilizada para estes fins. Em seguida, deve-se lembrar que entre 40% e 50% da produção é destinada a jóias e ornamentos. Em suma, metade acaba virando barras de ouro para países, empresas, bancos e fundos de investimento.

O grande problema é a extração ilegal, pois fica impossível saber quanto está sendo minerado por ano. Como saber se alguém está acumulando e aguardando uma alta na cotação para a venda? Em que ponto é viável destruir terras produtivas ou imóveis em busca de ouro sob a superfície? Enfim, são perguntas sem uma resposta certa.

Bitcoin é verificável, já o ouro…

Além do alto custo para armazenar ouro, a logística de transporte é extremamente custosa. Outro risco associado é a necessidade de se testar o material em cada transação para garantir sua pureza.

Em suma, o metal precioso, na forma física, não serve para transações. Por este motivo, os grandes detentores preferem deixar na custódia (guarda) do Banco da Inglaterra. Deste modo, quando há uma negociação, muda-se apenas o registro de posse do material. Este problema não existe no Bitcoin, que é facilmente verificável através do blockchain, este banco de dados distribuído.

Isto também pode ser feito através da bolsa de valores, que por sua vez escolhe um custodiante, um grande banco ou empresa de segurança, para armazenar os valores.

De qualquer modo, o detentor final deste título de ouro não tem acesso a nenhum sistema de verificação da qualidade do ouro, ou mesmo do total das reservas. Em resumo, precisa acreditar na honestidade de diversas empresas.

Bitcoin resolve estes problemas

Verificar quanto Bitcoin foi emitido até o momento é uma tarefa simples. Qualquer usuário da rede consegue digitar “bitcoin-cli gettxoutsetinfo” e medir o total de moedas mineradas até aquele momento. 

De maneira similar, olhando no código fonte do programa, é possível ver o limite de 210 mil blocos com subsídio, que dá o total aproximado de 21 milhões de moedas. Na cotação atual de US$ 23 mil, temos um valor de mercado de US$ 430 milhões, ou 3,6% do ouro.

Calma! Se você não entende de programação, ainda assim pode se beneficiar da beleza matemática por trás dos fundamentos da criptomoeda.

O primeiro passo? Abrir uma conta em uma corretora (exchange) confiável, como o Mercado Bitcoin. Em seguida, transferir uma quantia, e comprar entre R$ 50 e R$ 5 mil em Bitcoin, dependendo se sua disponibilidade. Pronto! Agora é só repetir o processo mensalmente por dois ou três anos.

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