Stoque prevê faturar R$ 70 milhões em 2021

Volume de negócios da startup mineira de automação e digitalização cresceu 12% em 2020 sobre 2019

Desde o início da pandemia, muitas empresas tiveram de se adaptar e se reestruturar para atender às novas demandas. O que antes era feito presencialmente e de forma manual precisou ser digitalizado. A mineira Stoque, startup de automação inteligente e digitalização de processos e documentos, viu os negócios crescerem 12% em 2020, sobre o ano anterior. Agora, a empresa projeta chegar a R$ 70 milhões em faturamento em 2021.

Fundada em 2003, em Belo Horizonte, a Stoque oferece soluções para todas as etapas da gestão de documentos no meio corporativo. São serviços que vão da impressão de alto volume, captura, digitalização, armazenamento das informações em cloud, processamento com a identificação e extração dos dados até o gerenciamento de dados.

“O objetivo é otimizar os fluxos de trabalho com a digitalização e automação, oferecer eficiência e segurança aos trâmites documentais e de dados no ambiente corporativo e uma melhor experiência aos usuários”, conta Thiago de Assis, CEO da companhia.

Digitalização da Stoque

Com o crescimento dos bancos digitais e fintechs, as soluções da empresa estão ganhando cada vez mais relevância. A abertura de conta bancária, depósito de cheques e análise de crédito imobiliário e consignado, que antes eram feitos de forma manual, hoje são feitos pelo celular. Para isso, a Stoque desenvolve projetos customizados de automação e digitalização com o uso de Inteligência Artificial (IA), RPA e análise de dados.

Na abertura de conta digital, por exemplo, a automação com IA aplicada pela Stoque consegue comparar se a selfie enviada pelo cliente por aplicativo é compatível com a foto do documento de identidade, garantindo assim maior precisão técnica e agilidade sem a interferência humana.

Atualmente, a companhia possui uma carteira com pouco mais de 230 clientes ativos e passou a integrar o programa de inovação do Banco Bradesco, o Inovabra, em 2020. O espaço, que reúne grandes empresas e também startups e scale-ups, promove o desenvolvimento de novas tecnologias e inovação para gerar negócios entre os integrantes.     

“A pandemia acelerou a transformação digital, com a quebra de paradigmas, regras e adequações de leis para atender esse novo cenário. No entanto, ainda tem muita empresa com pouca maturidade digital no Brasil, por isso, existe um grande espaço para as tecnologias atuarem”, explica Murilo Taranto, sócio fundador e CTO da Stoque.

História da Stoque

A Stoque nasceu quando o mercado de automação andava a passos lentos. Murilo Taranto, que já havia trabalhado no mercado financeiro e de tecnologia, foi convidado para assumir a recém-lançada divisão voltada à digitalização de documentos da unidade da Xerox de Minas Gerais, em 2001. Foi lá que ele viu um nicho de mercado e começou a investir no próprio negócio junto com cinco colegas.

Em 2003, com um investimento de R$ 300 mil somados entre os sócios, foi fundada a Stoque, especializada em outsourcing de impressão, unidade de negócio que cresceu rapidamente e por muito tempo representou a maior parte do faturamento, e digitalização de documentos.

Com a demanda do serviço de digitalização crescendo, a Stoque desenvolveu um software para o armazenamento de documentos, o Ábaris, uma plataforma 100% digital de gestão de conteúdo (ECM) e que também permite automatizar e gerenciar fluxos de trabalho (BPM). Foi em 2009 que a empresa começou a entrar no mercado de automação de processos digitais (DPA).

Com o mercado de automação crescendo, impulsionado principalmente pelas fintechs e bancos digitais, a Stoque chamou a atenção do fundo Kinase Investments, criado em 2017 pelo administrador Thiago de Assis e um grupo de investidores.

A Kinase é uma operação de investimentos do tipo search fund. Nesta modalidade, o administrador levanta fundos para adquirir uma única empresa com grande potencial de crescimento, além de assumir a gestão da companhia.

A Stoque foi escolhida entre 400 empresas avaliadas pelo fundo e adquirida por R$ 70 milhões em 2019. Com o investimento, a Kinase detém 95% da empresa e Taranto, os outros 5%. Os demais sócios, que fundaram a Stoque, venderam suas partes em diferentes momentos do negócio.

“Na Stoque enxergamos a existência de diversas variáveis que foram decisivas para a aquisição, como contratos recorrentes de longo prazo, rentabilidade atrativa, histórico de crescimento e exposição a tendências favoráveis”, explica Assis.

Investimento em gestão e cultura

Com a entrada do fundo Kinase, a Stoque passou por várias mudanças e investimentos mais intensos na área de gestão e cultura. Setores como o de RH, marketing e vendas e planejamento estratégico foram ampliados e reestruturados. Seu quadro de colaboradores passou de 360 em 2018 para 440 atualmente. 

A empresa também se prepara para se mudar para uma nova sede nos próximos meses. Além da matriz em Belo Horizonte, a companhia tem escritórios em São Paulo, Vitória, Belém e outras 20 bases técnicas espalhadas pelo país.  

Com a tendência de forte crescimento da digitalização e automação de processos, demonstrado pelo crescente número de contratos da Stoque, a empresa espera desenvolver ainda mais suas tecnologias e ajudar as companhias brasileiras a se digitalizarem.  “Estamos em processo de pivotar, animados com perspectivas de desenvolvimento do mercado. Somos uma empresa de Minas, com abrangência nacional e referências globais. Queremos crescer com bom ritmo e rentabilidade”, diz Assis. 

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