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Apesar de 85% das empresas estarem preocupadas com o avanço das fake news, apenas 20% dos executivos declaram acompanhar e administrar reflexo da publicação de notícias falsas. A conclusão é de um estudo feito pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) e que será apresentado hoje, durante o Aberje Trends 2018. A pesquisa Fake News: Desafios das Organizações tem como objetivo conhecer a dimensão do problema e os mecanismos que podem contribuir para mitigar a propagação das fake news do ponto de vista corporativo. O levantamento foi realizado entre 27 de fevereiro e 04 de abril de 2018.

Poucas corporações enfrentam problema

Com participação de 52 organizações, tanto nacionais quanto multinacionais, a pesquisa mostrou que mesmo preocupando 85% das empresas, 67% das corporações não incluem as fake news em temas estratégicos e só 20% dizem ter estruturado um departamento ou contratado serviços externos para acompanhar as publicações falsas. "É um que erro acreditar que eventuais riscos possam ser mitigados com 'pós-controle'. As empresas tem de se prevenir, investindo em profissionais, educação em comunicação e estratégias", alerta o presidente Aberje, Paulo Nassar.

Principais impactos das notícias falsas

Entre os principais impactos das fake news citado pelas organizações que participaram da pesquisa feita pela Aberje estão os danos à reputação da marca (91%); danos à imagem da empresa como um todo (77%); perdas econômico-financeiras (40%) e credibilidade da companhia (40%). Os temas que os participantes do levantamento consideram haver mais incidência de fake news são política nacional (78%), seguida por saúde (30%), assuntos internacionais (28%), negócios, economia e finanças (28%) e ciência e tecnologia (26%).

Reputação dos veículos de comunicação

O estudo mostra também que a maioria das empresas considera os veículos tradicionais mais confiáveis na divulgação de notícias verdadeiras. Os principais canais acessados para fins de informação relevante são os jornais e revistas on-line (74%) e os jornais impressos (67%). Também são acessados: revistas impressas (39%); agências de notícias (39%); mídias sociais (28%); e televisão (22%). Os blogs e fóruns on-line e as plataformas de compartilhamento de vídeo são acessados por apenas 2% dos participantes.

Valorização do jornalismo

A maioria dos participantes (62%) diz que não é difícil identificar uma notícia falsa. Basta ver o veículo que publica (86%), quanto no jornalista que produz o artigo (52%). Para 91% dos participantes, as informações mais confiáveis são as encontradas nos veículos tradicionais (jornais e revistas impressos ou on-line), seguida por 71% nas agências de notícias. Por outro lado, as menos confiáveis são as encontradas nas mídias sociais (71%). "Em tempos de Fake News, o jornalismo de qualidade precisa ser valorizado", acrescenta Nassar. /Com Agências

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