Arlindo Cruz morre aos 66 anos no Rio

Sambista sofreu um AVC em 2017 e estava afastado dos palcos desde então
Escrito por Anny Malagolini
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Foto: Divulgação/Marcos Hermes
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O cantor, compositor e sambista Arlindo Cruz morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família por meio das redes sociais. Ícone do samba, o artista enfrentava problemas de saúde desde 2017, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) que o afastou dos palcos. Ele deixa a esposa Babi Cruz, os filhos Arlindinho e Flora, além de um legado inestimável para a música brasileira.

Carreira de Arlindo Cruz

Arlindo Cruz começou sua carreira ainda jovem, como instrumentista e compositor. Ganhou destaque nacional ao integrar o grupo Fundo de Quintal, um dos mais influentes do samba moderno. Com talento inconfundível para o cavaquinho, letras poéticas e carisma, Arlindo logo se destacou como um dos grandes nomes da música popular brasileira. O artista era amigo de longa data de Zeca Pagodinho.

Nos anos 1990, iniciou carreira solo e consolidou sua trajetória com canções como O Show Tem Que Continuar, Meu Lugar, O Bem, entre tantas outras. Arlindo também foi um dos principais compositores da história da música de carnaval, com dezenas de sambas-enredo assinados para grandes escolas, como Império Serrano e São Clemente.

Entre as principais músicas do sambista em carreira solo está “O Show Tem Que Continuar”, composta com Sombrinha e Luiz Carlos da Vila. A canção “Meu Lugar” se tornou um verdadeiro hino de amor ao subúrbio carioca. “O Que É o Amor” foi feita em parceria com Zeca Pagodinho. “Casal Sem Vergonha” também entre os sucessos do artista.

Anny Malagolini é jornalista com ampla experiência em produção de conteúdo digital e SEO. Atuou em redações como Campo Grande News, Correio do Estado e Midiamax, faz a estratégia editorial do portal DCI, com foco em audiência orgânica e conteúdo de autoridade.