Brasil sediará Fórum Mundial de Água

No foco do debate estarão o compartilhamento e a sustentabilidade do recurso hídrico

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A água, que passou a ser uma das preocupações para a sustentabilidade do planeta, tem agenda cheia no Brasil neste ano e em 2018, quando será realizado em Brasília o maior evento global sobre a água, o 8º Fórum Mundial, organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelos governos federal e do Distrito Federal. O evento será em Brasília, de 18 a 23 de março, com a presença de centenas de chefes de Estado de todo o mundo e com mais de trinta mil presentes. A última edição, em 2015, na Coreia do Sul. O tema do próximo Fórum é “Compartilhando Água e Sustentabilidade”, com foco em políticas de governos centrais e locais. Preparação em andamento O Conselho Mundial de Águas é presidido atualmente pelo brasileiro Benedito Braga, secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo. Outros quatro brasileiros também estão entre os 36 dirigentes da entidade. Embora até agora o evento tenha despertado pouco a atenção do público, a preparação já está em andamento. De 1 a 3 deste mês, aconteceu em Brasília reunião dos nove grupos de coordenação de temas e já estão abertas na internet inscrições para a segunda consulta aos stakeholders, em abril próximo, quando se espera mais de mil participantes. Reservatório do planeta O território brasileiro contém cerca de 12% de toda a água doce do planeta, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Ao todo, são 200 mil microbacias espalhadas em 12 regiões hidrográficas, como as bacias do São Francisco, do Paraná e a Amazônica (a mais extensa do mundo e 60% dela localizada no Brasil). É um enorme potencial hídrico, capaz de prover um volume de água por pessoa 19 vezes superior ao mínimo estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) – de 1.700 metros cúbicos por habitante por ano.  Recurso finito Apesar da abundância, os recursos hídricos brasileiros não são inesgotáveis. E todos sabemos que o acesso também não é igual, basta dar uma volta nas periferias dos grandes centros urbanos ou no interior do País, onde o saneamento básico é precário.  Oxalá o evento no Brasil chame a atenção dos governos federal, estaduais e municipais para o problema não só da coleta e tratamento de esgoto, mas também da eliminação dos lixões e, principalmente, da fiscalização ao desmatamento na Amazônia, que põe em risco o grande manancial de recursos hídricos daquela região.  Agenda cheia Coincidência ou não, neste ano que antecede ao do Oitavo Fórum Mundial de Águas no Brasil, a agenda sobre o tema será intensa. A começar pela 14ª Conferência sobre Água e Desperdício, de 29 de maio a 2 de junho, em Florianópolis (SC), Fórum Nacional das Cidades, de 7 a 9 de junho, em São Paulo (SP); o 47º Congresso Nacional da Assemae, em Campinas (SP); 1º Congresso Brasil Norte de Engenharia Sanitária e Ambiental, em Belém (PA), de 18 a 19 de agosto. Na capital paulista acontecerá de 2 a 6 de outubro o 29º congresso da Associação Brasileira de Saneamento (Abes).   Aula de ressuscitação Em um país em que as doenças cardiovasculares matam um brasileiro a cada 40 segundos, 2 mil pessoas recebem, esta semana no RJ, treinamento para salvar vidas com a ressuscitação. As aulas acontecem durante a convenção anual da Sanofi, e são oferecidas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, que, pela primeira vez, realiza um treinamento deste porte para uma farmacêutica. Alunos de diversas áreas da companhia aprenderão a checar os sinais vitais e a realizar a compressão torácica, que tem a função de manter o paciente vivo até que receba socorro médico. No Brasil, diariamente acontecem 720 paradas cardíacas, e 16% delas ocorrem em locais públicos. Menos de 2% dessas pessoas chegam com vida ao hospital, morrendo no caminho ou no próprio local, sem atendimento até a chegada da ambulância.   Liliana Lavoratti é editora-fechamento liliana@dci.com.br

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