Empréstimos P2P: você sabe o que são e quais os riscos?

Já pensou em emprestar dinheiro para pequenas e médias empresas? Saiba como funciona a modalidade.

Nos empréstimos P2P, fintechs unem investidores que querem emprestar a empresas e até pessoas físicas que querem tomar emprestado. As taxas são vantajosas para ambos os lados, mas há riscos.

Você já ouviu falar em empréstimos P2P ou Peer to Peer Lending? Em primeiro lugar, essa modalidade nada mais é que um empréstimo entre “parceiros”, quando investidores que têm dinheiro para emprestar se aproximam de empresas ou pessoas que precisam tomar emprestado em uma espécie de empréstimo coletivo, onde cada um dá um pouco.

Assim, a modalidade de empréstimos P2P passou a ganhar força com as startups de crédito; fintechs como a Kavod Lending, ULend e a Peak Invest. Trata-se de uma alternativa para quem quer diversificar, mas existem riscos. As empresas que querem crédito, por exemplo, normalmente são de pequeno ou médio porte e têm mais dificuldade de conseguir crédito no mercado tradicional.

 

Como funcionam os empréstimos P2P?

 

A empresa que quer dinheiro emprestado se inscreve na plataforma e pede o empréstimo. A fintech analisa o pedido, que faz uma análise de crédito antes de colocar a oferta à disposição dos investidores. Uma vez na plataforma, os investidores podem emprestar dinheiro a juros pré combinados até que o valor total seja arrecadado. 

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Em empréstimos P2P, existe um rating que avalia a capacidade potencial de pagamento das empresas que querem crédito. Quanto mais alto, melhores as taxas, já que um rating mais baixo também significa maiores riscos de calote. É o investidor que decide se topa um risco maior para receber melhores taxas ao emprestar. Também é ele quem define em quantas parcelas receberá o valor que emprestou. Não existe intermediação bancária no processo.

Em uma simulação na Peak Invest, supomos que um investidor emprestou R$ 1.000 para uma empresa com rating A1, o melhor de todos. Neste caso, ele receberia 24 parcelas de R$ 46,07, ou um retorno líquido de R$ 1.084 a uma taxa de 0,82% ao mês. Se a empresa tivesse um rating C1, as parcelas seriam de R$ 50,86, com um retorno líquido de R$ 1.175 a uma taxa de 1,66 ao mês, quase o dobro. 

Algumas fintechs P2P exigem um valor mínimo para quem quer emprestar e também estabelecem um prazo mínimo para recebimento do dinheiro. Outras são mais flexíveis. Vale a pena comparar as opções caso você tenha interesse na modalidade.

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Imagem: Reprodução/ Unsplash

Quais riscos considerar?

 

Apesar de parecer uma opção interessante para quem quer diversificar, afinal, o retorno costuma ser maior que o dos investimentos tradicionais, é preciso considerar os riscos dos empréstimos P2P antes de colocar dinheiro neles. Por exemplo, esta modalidade não possui nenhuma garantia do governo, as transações são feitas online e o investidor assume o risco. 

Desse modo, as plataformas procuram fazer um trabalho de análise para oferecer transparência nas ofertas. Algumas também oferecem operações com garantias reais de pagamento, como recebíveis financeiros e bens da empresa, que podem ser executados em caso de inadimplência.

Finalmente, cabe ao investidor checar onde coloca o dinheiro de acordo com o risco. Também é possível, dependendo do valor, montar uma carteira, emprestando para alguns empresas diferentes para diluir o risco de não pagamento.

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