Guarda humilhado por desembargador pede indenização de R$ 114 mil

Valor da ação do Guarda Civil santista contra o desembargador equivale a apenas dois meses de salários do magistrado

O guarda civil municipal Cícero Hilário Roza Neto, protagonizou uma das cenas mais comentadas da pandemia no Brasil, ao autuar um desembargador na cidade Santos, litoral paulista.

Ele caminhava pela orla sem máscara, descumprindo a lei, e foi abordado. Em vídeo gravado, o desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira humilha e ofende o agente. Agora, três meses depois, o guarda processou o magistrado por danos morais. Pede, na ação, R$ 114 mil.

Desembargador x guarda: relembre

O vídeo viralizou pela postura calma tomada pelo agente, frente ao jeito descompassado do magistrado, que até ligou para o chefe do guarda.

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O caso aconteceu em julho, na praia de Santos. O guarda abordou o desembargador para que usasse a máscara durante a caminhada, uma vez que decreto da cidade exigia o ato.

Após ofender os agentes, o magistrado ainda rasgou a multa e jogou no chão.

O processo contra o desembargador foi acolhido pela 10ª Vara Cível da cidade de Santos.

Segundo o jornal A Tribuna, no processo os advogados do guarda afirmam que o valor pleiteado como indenização, R$ 114 mil, pode ser “suportada com folga, dada a capacidade patrimonial” do desembargador.

O portal de transparência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) mostra que Eduardo Almeida Prado ganha R$ 57 mil mensais como desembargador.

Desde agosto, com processo administrativo em curso no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o magistrado foi afastado, mas sem alterações em seus vencimentos.

Já o guarda civil, segundo seus advogados, ainda pleiteia gratuidade na ação. Isso porque além de trabalhar como guarda civil, nas horas vagas atua em uma empresa de telemarketing para aumentar seus ganhos.

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