IBC-Br de março recua 1,59%, mas no ano tem alta de 2,20%

Depois de avançar nos meses de janeiro e fevereiro, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, indicador considerado pelo mercado como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 1,59% em março, na série dessazonalizada, informou, nesta quinta-feira, 13, o Banco Central. Comparado a março de 2020,  o IBC-BR registra alta de 6,26%, sem o ajuste. No ano, o indicador acumula alta de 2,20%, mas em 12 meses a taxa ainda é negativa, com perda de 3,37%.

A queda de março reverteu as duas altas registradas em 2021, que indicavam uma melhora da economia. Em janeiro, o IBC-Br subiu 1,04% e em fevereiro, 1,7%, depois de registrar baixas em 2020, efeito da retração impactada pela pandemia da covid-19 sobre a atividade econômica. No último boletim  Focus do Banco Central, divulgado na segunda-feira, 10, economistas ouvidos na pesquisa semanal da instituição previram um crescimento da economia para 2021 de 3,21%, expectativa acima da feita na semana anterior, de 3,14% e também em relação a quatro semanas antes, de 3,08%.

IBC-Br e os juros

A melhora da expectativa para o PIB do boletim Focus veio acompanhada por uma previsão mais otimista para a produção industrial em 2021. Depois de apresentar leve recuperação em janeiro, com alta de 0,4%, a produção industrial recuou 0,7% em fevereiro, queda que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi a maior queda para um mês de fevereiro desde 2016.

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O IBC-Br não é apenas considerado pelo mercado como uma prévia do PIB. O indicador também é usado pelo BC para definir a taxa básica de juros, a Selic, uma vez que embute dados de setores como a indústria, o setor de serviços e o agropecuário.

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