26 livros infantis para fazer parte da biblioteca da criançada

Entre clássicos e contemporâneos, conheça a lista de 26 obras certeiras para fazer seu filho e sua filha se apaixonarem pelos livros ao mesmo tempo que se divertem e se surpreendem. Seleção feita por especialistas que conhecem a fundo o universo literário e infantil.

Mesmo em tempos de diversão por meio de telas, o livro continua a ser uma potente ferramenta de estímulo à imaginação e ao brincar. Cada vez mais atrativo, os livros infantis têm sido pensado de maneira a dialogar com a infância contemporânea, seja na própria história, seja em sua forma livro imagem, livro ilustrado, livro brinquedo ou novas edições caprichadas dos clássicos.

Qual a importância da leitura?

São muitos os motivos pelos quais se deve incentivar a leitura desde a primeira infância. Quando a criança é um bebê, a leitura já exerce um momento importante de atenção, carinho e afeto, ao mesmo tempo que propicia dinâmicas de coesão em torno de algum tema com recursos potentes para essa idade, como repetição, separação cromática evidente, texto curto e leve.

Depois, nos anos subsequentes, seja na pré-alfabetização ou para crianças que já leem sozinhas, o livro vai muito além de ensinar a ler e escrever melhor. A prática da leitura estimula a imaginação, uma vez que a narrativa escrita permite que leitor complete as partes faltantes na história a sua maneira, diferente do que ocorre com um filme ou desenho que expõe toda a trama em vídeo. E isso ajuda nas funções cognitivas, no raciocínio lógico, na memória e, claro, na criatividade.

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E, a criatividade na infância, por sua vez, “serve” para muito mais do que apenas imaginar histórias, fantasias e brincadeiras. Ela é fundamental para resolver problemas e encontrar soluções que nem sempre parecem óbvias. Uma criança criativa tende a se tornar um adulto mais curioso, questionador, com habilidade para solucionar problemas e mais empático.

Levando em conta todas essas qualidades da leitura (e muitas outras que não foram citadas aqui), pedimos para especialistas que conhecem a fundo o universo literário e infantil selecionarem, entre clássicos e contemporâneos, 26 obras imperdíveis para fazerem seus filhos e filhas se encantarem com o universo da leitura.

26 livros infantis

De forma geral, podemos definir que um livro é clássico quanto mais atemporal ele for, ou seja, quando ele não se esgota no seu tempo e tem ainda muita coisa a ser transmitida com o passar dos anos e das várias leituras que se façam dele.

“A formação dos leitores na infância passa pela leitura desses clássicos, sejam eles ‘lidos’ através de contação de histórias, leituras noturnas feitas pelos pais, leitura dirigida feita nas escolas, dramatizações…, como os clássicos dos irmãos Grimm (Branca de Neve, O flautista de Hamlim, João e Maria) ou ainda os contos de Hans Christian Andersen, que inclusive dá nome ao maior prêmio da literatura infantil mundial (O patinho feio, a pequena sereia, A rainha da neve)”, ressalta Marcelle Saboya, formada em Letras pela UFMS, produtora cultural, mediadora de leitura e idealizadora do primeiro clube literário da cidade histórica de Corumbá (MS), o Leituras Di Macondo.

“O gostoso desse jogo é sempre esperar pela próxima aventura, pelo próximo lugar a ser desvendado, pelos próximos amigos que vamos fazer, pelas próximas ilustrações que vamos nos extasiar, pelos próximos descaminhos da linguagem que vamos nos apaixonar”, Marcelle Saboya.

1. Livros infantis – Viagem ao centro da Terra, de Julio Verne.

Um dos livros desse autor francês, todas as possibilidades de curiosidade investigativa que seus livros de  ficção científica nos despertam.

2. Alice no país das maravilhas, de Lewis Carol.

Foto: divulgação

Um mergulho na literatura nonsense, que aparenta ser uma narrativa pautada na irrealidade das coisas, mas que na verdade nos fazem racionalizar sobre lógicas de comportamento, atitudes e escolhas.

3. O pequeno príncipe, de Saint Exupéry.

Clássico para todas as idades com suas singelezas e responsabilidades dos afetos.

4. Contos de animais, de Câmara Cascudo.

Toda a bibliografia desse autor vale a apena ser procurada pelos seus resgates das narrativas orais da cultura brasileira miscigenada, oralizada, cheia de sotaques, cores, formas, lugares, imaginários.

5. A bruxinha atrapalhada, de Eva Furnari.

Fonte: divulgação

Escritora e ilustradora que é, talvez, das mais inventivas escritoras da literatura nacional. Sua bibliografia é ouro puro da literatura infantil brasileira.

6. Os saltimbancos, de Chico Buarque.

Com as aventuras musicadas dos personagens em busca de um lugar mais justo e tolerante, um lugar onde os sonhos se tornam possíveis.

7. A bolsa amarela, de Lygia Bojunga.

Hilariantes peripécias de Raquel e seu galo Afonso a fim de encontrar a liberdade inebriante que buscamos a partir das vocações existenciais.

8. O menino maluquinho, de Ziraldo.

Narra a história de um menino travesso, inteligente à beça, cheio de amigos e nos conta sobre como ser uma criança feliz é primordial para que nos tornemos adultos ‘muito legais mesmo’.

9. Pluft, o fantasminha, de Ana Maria Machado.

Nos mostra que não há barreiras, nem metafísicas, para a capacidade de amar, de fazer amigos e de enxergamos o outro, com todas as suas peculiaridades.

“Sem contar os clássicos dos quadrinhos que nunca saem de moda e estão sempre encantando a todos como Snoopy, de Charles M. Schulz; Calvim e Haroldo, de Bill Watterson e a Turma da Mônica de Maurício de Sousa”, finaliza Marcelle.

 

Foto: Leiturinha

Livros brincantes ou livros que trazem temas até  um pouco mais difíceis, mas que são importantes serem falados para as crianças, são características marcantes dos livros contemporâneos para a infância.  A produção atual tem oferecido obras fascinantes, seja pela qualidade e criatividade do objeto livro seja por enxergar a infância como uma complexa época de inserção no mundo.

Para essa seleção, convidamos os contadores de histórias e livreiros, proprietários da Badaiá Livraria Itinerante, Elaine Guarani e Augusto Figliaggi. Eles que são experts no assunto infância. “As crianças conhecem a si mesmo e aos outros, vivenciam fenômenos da vida e, para que sejam saboreados , não podemos apenas ter um recorte tecnicista ou de entretenimento, tudo é muito mais profundo. As obras e editoras aqui escolhidas trazem essa profundidade”.

10. “Azul”, de Meritxell Martí e Xavier Salomó. Editora Jujuba. Coleção Literatura de Colo.

No planeta Terra começa essa história. Dela, sai um gato azul que encontra um anel, também azul. Da janela, o anel cai no céu até chegar às ondas do mar… e assim segue a narrativa, orientada por uma única cor. Neste livro, com apenas uma palavra em cada página, a narrativa vai se construindo visualmente, com a cor guiando os espaços, até chegar novamente ao planeta Terra, onde tudo começou. “Azul”( e os dois livros abaixo) faz parte da coleção chamada “Literatura de Colo”, da editora Jujuba, destinada para a primeira infância (de 0 a 03 anos).

11. “O que tem aí?”, de Rosinha. Editora Jujuba. Coleção Literatura de Colo.

Um leitor bem pequeno é convidado a fazer aos animais uma mesma pergunta: “Passarinho lilás, o que tem aí?”. De pergunta em pergunta, saborosas respostas de ler em voz alta estão no gostoso jogo abre-e-fecha de abas, elementos bem comuns aos livros para bebês. Nonsense, surpresa e narrativa: no final, o Passarinho olha bem para a cara do leitor para responder, de vez, o que de tão especial há neste livro. Faz parte da seleção dos 30 melhores livros infantis de 2020 da Revista Crescer.

12. “Bia e o elefante”, de Carolina Moreyra e Odilon Moraes. Editora Jujuba. Coleção Literatura de Colo.

Dois amigos de personalidades bem diferentes vivem juntos o “mesmo” cotidiano, cada um à sua maneira.  A criança, além de aprender as diferenças, cria um universo e muita identificação com os personagens. É o primeiro livro “para bebês” dos premiados parceiros Carolina Moreyra e Odilon Moraes, autores de Lá e Aqui e Lulu e o Urso. Faz parte da seleção dos 30 melhores livros infantis de 2020 da Revista Crescer.

13. “Livro de Brinquedo” com textos de Sig Schaitel e ilustrações de Pati Peccin, Pâmela Araújo e Muriel Machado. Cia Mafagafos.

Livro de Brinquedo é uma coleção com 3 livros de pequeno formato: O Livro, Papagaio do Papai, Adivinhas. Os três pequenos livros exploram as várias potencialidades do formato com dobraduras para criar, desenvolver e desdobrar as narrativas de maneira surpreendente.

14. “Boi Malhado, Boi Dobrado”, com texto de Sig Schaitel e ilustrações de Luciana Bicalho. Cia Mafagafos.

O livro narra em versos, dobras e desenhos, a história da festa popular. Com seus personagens que encantam tanto as crianças, é justamente para elas que o livro foi feito. Em cada dobra uma surpresa!

15. “Noitescura”, um jogo literário, com texto de Sig Schaitel, e ilustrações de Juliana Shiraiwa e Miguel Etges. Cia Mafagafos.

Jogo literário de percurso, inspirado nos monstros, seres imaginários, crendices, superstições e lendas da cultura popular brasileira. Uma travessia pela noite assombrada! Para até 6 jogadores.

Foto: divulgação

 16. “Maia e Mia” com texto de Debora Barbieri e Ilustrações de Vanessa Prezoto. Editora Coletivo Casa BabaYaga.  

Maia e Mia gostam de brincar com caixas. Mas… se Maia projeta um foguete, Mia vira meteoro. Se Maia quer ser feirante, Mia vira praga. E quando Maia decide ser aviadora… Mia decide ser tufão. Em um jogo entre palavras e imagens, a história da menina e sua gata, se enrola e se desenrola dentro de uma capa-caixa (ou seria uma caixa-capa?).

17. “O tesouro de Cavendish”, com Texto de Stella Elia e ilustrações de Marcia Misawa. Editora Coletivo Casa BabaYaga.

Thomas Cavendish foi um pirata que existiu de verdade. E mais: ele atracou em Ilhabela (SP), entre os anos de 1591 e 1592 para reabastecer seu navio. Dizem que ele enterrou um tesouro na ilha, já imaginou? Stella Elia ficou fascinada por essa história e se lembrou dos mapas que rabiscava sob a mesa da cozinha. O zine de dobras simples tinha o formato perfeito para acolher a história de pirata e o mapa do tesouro!

Foto: divulgação

18. “Quem vem lá?”, com texto de Alessandra Corá e ilustrações de Marcia Misawa. Editora Coletivo Casa BabaYaga.

A primeira coleção de zoozines vem juntar-se aos jogos verbais das parlendas no movimento dos dedos, das mãos pelas dobras de papel e do ingrediente mais importante: os laços afetivos durante as brincadeiras. A partir de 6 meses: leitura compartilhada.

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Foto: divulgação

19. Coisas de índio: versão infantil, de Daniel Munduruku. Editora Callis.

A obra descreve o dia-a-dia, visões de mundo, aspectos culturais, sociais e políticos dos povos indígenas em uma linguagem acessível e clara. O autor discute o que significa ser índio e destaca a importância de se valorizar as diferenças étnicas, culturais, sociais e linguísticas dos povos nativos brasileiros.

20. “O Rio dos Jacarés” de Gustavo Roldán. Editora Boitatá.

21. “Pode Pegar”, de Janaina Tokitaka. Editora Boitatá.

22. “Monstro Rosa” de Olga de Dios. Editora Boitatá

23. Meu crespo é de rainha de Bell Hooks. Editora Boitatá.

Publicado originalmente em 1999 em forma de poema rimado e ilustrado, a obra chega ao Brasil pelo selo Boitatá, apresentando às meninas brasileiras diferentes penteados e cortes de cabelo de forma positiva, alegre e elogiosa. A obra enaltece a beleza dos fenótipos negros, exaltando penteados e texturas afro, serve de referência à garota que se vê ali representada e admirada.

Fonte: divulgação

 

24. “Era uma vez uma casa” de Dagmar Urbánková. Editora Amelì.

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Foto: divulgação

25. Livros infantis – “(des)apontado”, de Edith Chacon e Ilustração de Priscilla Ballarin. Editora Amelì.

26. Livros infantis – “Clara e o homem na janela” de María Teresa Andruetto e ilustração de Martina Trach.

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