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Aumento de impostos eletrônicos atinge 1,2 mil produtos

Aumenta começa em março
Escrito por Anny Malagolini
Publicado em
Aumento de impostos eletrônicos
Foto: Getty Images

Uma lista extensa de 1,2 mil itens, que abrange desde eletrônicos de consumo até maquinário industrial pesado, começou a sofrer aumentos no Imposto de Importação em fevereiro. A decisão, tomada pelo Comitê Executivo de Gestão da Camex (Gecex), eleva as tarifas para patamares de 7%, 12,6% e 20%, dependendo do setor.

O que muda com o aumento dos impostos

A medida foca em dois grandes grupos: Bens de Capital (BK), máquinas e ferramentas, e Bens de Informática e Telecomunicação (BIT). Entre os itens mais conhecidos da lista de 1,2 mil produtos, destacam-se:

  • Eletrônicos e Eletrodomésticos: Smartphones, freezers e painéis de LED/LCD.
  • Saúde: aAparelhos de tomografia computadorizada, tubos de raios X e equipamentos dentários.
  • Indústria e Agro: robôs industriais, reatores nucleares, motores de aviação e distribuidores de adubos.

Smartphones fabricados no Brasil (que representam 95% do mercado interno) não são afetados, pois a medida visa taxar apenas o produto final importado para estimular a produção nacional.

Por que o imposto subiu?

O Ministério da Fazenda justifica a medida com base na “explosão” de importações, que somaram US$ 75,1 bilhões em 2025 (alta de 33,4% desde 2022).

Proteção contra o “colapso”: O governo alega que o volume de produtos vindos de fora, especialmente da China (cuja participação cresce de forma estrutural), ameaça fechar fábricas brasileiras.

Equilíbrio de preços: A ideia é tornar o produto nacional mais competitivo frente ao importado.

Arrecadação: A estimativa é de um reforço de R$ 14 bilhões nos cofres públicos ainda este ano, ajudando na meta de superávit primário de 2026.

O início da cobrança para itens que antes tinham alíquota zero, mas não possuem produção nacional similar (permitindo que empresas peçam o enquadramento no regime de “ex-tarifário”), começa em 1º de março.

Origem das Importações (Dados de 2025)

OrigemVolume (Bilhões)Participação
Estados UnidosUS$ 10,1834,7%
ChinaUS$ 6,1821,1%
CingapuraUS$ 2,588,8%
FrançaUS$ 2,528,6%

Anny Malagolini é jornalista com ampla experiência em produção de conteúdo digital e SEO. Atuou em redações como Campo Grande News, Correio do Estado e Midiamax, faz a estratégia editorial do portal DCI, com foco em audiência orgânica e conteúdo de autoridade.