Uma lista extensa de 1,2 mil itens, que abrange desde eletrônicos de consumo até maquinário industrial pesado, começou a sofrer aumentos no Imposto de Importação em fevereiro. A decisão, tomada pelo Comitê Executivo de Gestão da Camex (Gecex), eleva as tarifas para patamares de 7%, 12,6% e 20%, dependendo do setor.
O que muda com o aumento dos impostos
A medida foca em dois grandes grupos: Bens de Capital (BK), máquinas e ferramentas, e Bens de Informática e Telecomunicação (BIT). Entre os itens mais conhecidos da lista de 1,2 mil produtos, destacam-se:
- Eletrônicos e Eletrodomésticos: Smartphones, freezers e painéis de LED/LCD.
- Saúde: aAparelhos de tomografia computadorizada, tubos de raios X e equipamentos dentários.
- Indústria e Agro: robôs industriais, reatores nucleares, motores de aviação e distribuidores de adubos.
Smartphones fabricados no Brasil (que representam 95% do mercado interno) não são afetados, pois a medida visa taxar apenas o produto final importado para estimular a produção nacional.
Por que o imposto subiu?
O Ministério da Fazenda justifica a medida com base na “explosão” de importações, que somaram US$ 75,1 bilhões em 2025 (alta de 33,4% desde 2022).
Proteção contra o “colapso”: O governo alega que o volume de produtos vindos de fora, especialmente da China (cuja participação cresce de forma estrutural), ameaça fechar fábricas brasileiras.
Equilíbrio de preços: A ideia é tornar o produto nacional mais competitivo frente ao importado.
Arrecadação: A estimativa é de um reforço de R$ 14 bilhões nos cofres públicos ainda este ano, ajudando na meta de superávit primário de 2026.
O início da cobrança para itens que antes tinham alíquota zero, mas não possuem produção nacional similar (permitindo que empresas peçam o enquadramento no regime de “ex-tarifário”), começa em 1º de março.
Origem das Importações (Dados de 2025)
| Origem | Volume (Bilhões) | Participação |
| Estados Unidos | US$ 10,18 | 34,7% |
| China | US$ 6,18 | 21,1% |
| Cingapura | US$ 2,58 | 8,8% |
| França | US$ 2,52 | 8,6% |