Heineken planeja demissão de 6 mil pessoas após queda na venda de cerveja

Empresa tem fábricas no Brasil

A Heineken confirmou que vai demitir até 7% de sua força de trabalho global como resposta direta à queda no consumo de cerveja e à necessidade de modernização tecnológica. A gigante holandesa planeja eliminar entre 5.000 e 6.000 postos de trabalho para substituir processos humanos por soluções de Inteligência Artificial (IA) e automação digital.

Quando a Heineken fará as demissões?

Segundo a empresa, serão cortados entre 5.000 e 6.000 postos de trabalho nos próximos dois anos e que tem como meta um crescimento do lucro operacional entre 2% e 6% neste ano. As ações da Heineken subiram 3,4% e acumulam alta de quase 7% no ano. No Brasil, a Heineken possui 14 fábricas.

O CEO da marca, Dolf van den Brink, disse ao programa “Squawk Box Europe” da CNBC na quarta-feira que os resultados se deviam a “circunstâncias de mercado desafiadoras”, mas que o desempenho geral foi bem equilibrado

As projeções da Heineken para 2026 estão abaixo da faixa usual, mas “estão em linha com as expectativas dos investidores e em consonância com as da concorrente Carlsberg”. “E prudente em vista de uma nova situação que se aproxima”, disseram analistas do UBS em nota divulgada na quarta-feira.

Em relação aos cortes, Van den Brink afirmou: “A produtividade tem sido uma prioridade máxima em nossa estratégia de renovação contínua… nos comprometemos a economizar entre 400 e 500 milhões de euros (entre 476 e 600 milhões de dólares) anualmente, e esta é a primeira operacionalização desse compromisso de endividamento.”

As reduções de pessoal ajudarão a cervejaria a investir em crescimento e em suas marcas premium, afirmou ele. Van den Brink reconheceu que os cortes ocorrerão “em parte também devido à IA, ou melhor, à digitalização”. “Essa é uma parte muito importante da nossa estratégia EverGreen 2030, com cerca de 3.000 funções sendo transferidas para nossos serviços empresariais, onde a digitalização da tecnologia em geral, e a IA em particular, serão uma parte importante da economia contínua de produtividade”, disse ele.

A empresa, com sede na Holanda, possui 87.000 funcionários e opera em mais de 70 países. Van den Brink deve deixar o cargo de liderança em maio, após seis anos à frente da empresa. A Heineken está atualmente em busca de um sucessor.

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