Bolsonaro e Talvane Albuquerque: por que busca sugerida por Janones viralizou
Entenda a busca sugerida por Janones
Janones orientou integrantes do grupo Exército do Lula, no WhatsApp com 8 milhões de seguidores, a pesquisar na internet os nomes de Bolsonaro e Talvane Albuquerque. A estratégia buscou ampliar na web a circulação de um episódio antigo da trajetória política do ex-presidente.
O interesse pelo assunto disparou no Google nesta quinta-feira (22). Dados do Google Trends, registrados às 17h02, indicavam que a busca por “Bolsonaro Talvane Albuquerque” havia ultrapassado 200 mil pesquisas, com alta de 1.000%. A tendência estava ativa havia cerca de duas horas, segundo a plataforma.
Quem foi Talvane Albuquerque?
Talvane Albuquerque era suplente da deputada federal Ceci Cunha, do PSDB de Alagoas, e assumiu o centro de um dos crimes políticos mais conhecidos do estado. Em 16 de dezembro de 1998, a parlamentar foi morta a tiros em Maceió, junto com o marido, Juvenal Cunha, e os familiares Iran Carlos Maranhão e Ítala Maranhão. O crime ficou conhecido como Chacina da Gruta, em referência ao bairro onde os assassinatos ocorreram.
A investigação apontou Talvane como mandante dos quatro homicídios. A acusação sustentou que o objetivo era retirar Ceci Cunha do caminho para que ele, como suplente, ocupasse a cadeira da deputada na Câmara. Em janeiro de 2012, Talvane foi condenado a 103 anos e quatro meses de prisão. Anos depois, em 2021, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) recalculou a pena e a reduziu para 92 anos, nove meses e 27 dias.
O nome de Jair Bolsonaro entrou na história durante a tramitação do processo de cassação de Talvane na Câmara dos Deputados. Em 7 de abril de 1999, Bolsonaro, então deputado federal pelo Rio de Janeiro, discursou contra a perda do mandato do colega. Em sua manifestação, argumentou que a cassação poderia ser injusta caso Talvane fosse posteriormente inocentado. A Câmara, no entanto, aprovou a cassação por 427 votos a 29, com 21 abstenções e um voto em branco. Como a votação foi secreta, o resultado não permite identificar oficialmente o voto individual de cada parlamentar.