Bolsonaro mandou matar Lula? Busca dispara no Google
Busca por “Bolsonaro mandou matar Lula” dispara mais de 5.000% no Google
A busca pela frase “Bolsonaro mandou matar Lula” registrou um salto superior a 5.000% no Google nesta terça-feira (20), em meio à reta final das eleições presidenciais de 2026. O levantamento do jornal DCI, com base nos dados do Google Trends, mostra que o interesse pela expressão disparou tanto em comparação com as 24 horas anteriores quanto em relação ao mesmo horário da semana passada.
A alta ocorreu após uma mobilização digital liderada pelo deputado federal André Janones, no grupo Exército do Lula, que incentivou usuários a pesquisar a frase no buscador. A iniciativa ganhou repercussão nas redes sociais e colocou o assunto em evidência a cinco dias do segundo turno, marcado para domingo (25).
O gráfico do Google Trends mostra que o interesse pela expressão saiu de um patamar praticamente zerado e atingiu o pico durante a tarde. Depois da disparada, o volume relativo de buscas recuou gradualmente, embora tenha permanecido acima do nível registrado antes da mobilização.

Mobilização com a frase Bolsonaro mandou matar Lula no Google
A estratégia articulada por André Janones consistiu em estimular apoiadores a pesquisar a expressão e ampliar sua circulação nas redes sociais. A proposta foi direcionar a atenção dos usuários para o tema por meio de consultas diretas ao Google.
A adesão à iniciativa contribuiu para o crescimento repentino do interesse pela frase, em um período no qual as campanhas políticas intensificam ações digitais para ampliar o alcance de suas mensagens.
Os dados do Google Trends permitem acompanhar essa variação e comparar o interesse de pesquisa em diferentes períodos. O indicador, no entanto, utiliza uma escala relativa de zero a 100 e não representa o número absoluto de consultas realizadas.
A expressão também remete às investigações sobre o plano Punhal Verde Amarelo, que previa ações contra autoridades brasileiras, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Em 2025, a Procuradoria-Geral da República apresentou denúncia que atribuiu a Jair Bolsonaro conhecimento e concordância com o planejamento. A defesa do ex-presidente nega envolvimento.
A existência do plano investigado e as acusações apresentadas pelas autoridades devem ser diferenciadas da afirmação específica contida na frase que viralizou. O aumento das pesquisas, por si só, não comprova que Bolsonaro tenha ordenado diretamente a morte de Lula.