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Terceira guerra mundial? Por que o EUA atacou o Irã

Sob o comando de Donald Trump e Benjamin Netanyahu, 'Operação Fúria Épica' ataca cúpula do regime e instalações nucleares em Teerã
Escrito por Anny Malagolini
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Atualizado em
por que o EUA atacou o Irã
Foto: The Guardian

O mundo acordou neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, sob a sombra de um conflito de proporções imprevisíveis. Em uma ação coordenada que marca a maior escalada militar na região em décadas, os Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques aéreos e de mísseis contra o território iraniano. A ofensiva, batizada pelo Pentágono como “Operação Fúria Épica”, visa desmantelar o programa nuclear de Teerã e neutralizar a cúpula do regime teocrático.

O presidente Donald Trump, em pronunciamento oficial, classificou a operação como “massiva e em andamento”, afirmando que o objetivo final é a mudança de governo no Irã e a eliminação total de suas capacidades nucleares. Enquanto isso, o Irã respondeu de forma imediata, disparando salvas de mísseis contra Israel e bases americanas no Golfo Pérsico, mergulhando o Oriente Médio em um estado de guerra aberta.

A operação militar ocorre menos de 24 horas após o colapso das negociações sobre o programa nuclear iraniano. Na sexta-feira, delegações de Washington e Teerã encerraram os diálogos sem qualquer consenso. Trump já havia manifestado publicamente sua insatisfação com a lentidão do processo, acusando o Irã de usar a diplomacia como “cortina de fumaça” para atingir o enriquecimento de urânio em níveis armamentistas.

“Buscamos repetidamente um acordo”, declarou Trump em uma mensagem de vídeo publicada nas redes sociais nesta manhã. “As autoridades iranianas rejeitaram todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares. Não podemos mais tolerar isso. Nosso objetivo é defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes de um grupo perverso de pessoas muito cruéis e terríveis.”

Ataques dos EUA no coração de Teerã

Relatos vindos da capital iraniana descrevem um cenário de caos. Explosões sacudiram Teerã nas primeiras horas do dia, com colunas de fumaça subindo do distrito que abriga o palácio presidencial e centros de comando militar. Segundo autoridades israelenses, os alvos incluíram diretamente a liderança do país, como o Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian.

Fontes de inteligência indicam que Khamenei foi retirado de Teerã para um local seguro não revelado antes do início das incursões. Já a mídia estatal iraniana afirma que o presidente Pezeshkian sobreviveu aos ataques e permanece em segurança. Em Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reforçou que Israel não recuará: “Estamos eliminando uma ameaça existencial à nossa sobrevivência.”

A retaliação iraniana foi rápida e abrangente. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou o lançamento de uma “chuva de mísseis” contra o território israelense, forçando milhões de civis a buscarem abrigos. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram que os sistemas de defesa aérea, incluindo o Domo de Ferro e o Arrow, estão operando na capacidade máxima para interceptar as ameaças nos céus de Jerusalém e Tel Aviv.

No entanto, o conflito se espalhou rapidamente para além das fronteiras dos combatentes principais:

Bahrein: O quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos EUA foi alvo de mísseis.

Emirados Árabes Unidos: Autoridades confirmaram a primeira morte civil da escalada, uma pessoa atingida por estilhaços de um míssil iraniano.

Kuwait, Catar e Omã: Explosões e interceptações foram relatadas próximas a instalações militares e zonas urbanas.

O chamado “Eixo da Resistência”, composto pelo Hezbollah no Líbano, Houthis no Iêmen e milícias no Iraque, já sinalizou que deve entrar formalmente no conflito, o que poderia sobrecarregar as defesas regionais aliadas aos EUA.

Tensões globais

O impacto econômico e logístico foi imediato. A Turkish Airlines e outras grandes operadoras suspenderam todos os voos para o Oriente Médio. O espaço aéreo sobre o Golfo Pérsico foi fechado para aviação civil, isolando centros financeiros como Dubai e Doha.

A comunidade internacional observa com temor a posição de potências como Rússia e China. O Irã mantém uma relação estratégica profunda com Moscou e tem estreitado laços com Pequim. Especialistas alertam que uma intervenção direta ou apoio logístico dessas nações ao Irã transformaria o conflito regional em uma crise global de segurança.

Questões legais e constitucionais nos EUA

Apesar da magnitude da “Operação Fúria Épica”, os Estados Unidos não declararam guerra formalmente. Sob a Constituição americana, apenas o Congresso possui tal autoridade. Até o momento, a Casa Branca opera sob justificativas de “autodefesa” e “ameaça iminente”, evitando o trâmite legislativo que poderia atrasar a ofensiva.

Críticos e opositores em Washington questionam a legalidade de uma campanha militar dessa escala sem uma votação formal, enquanto apoiadores de Trump argumentam que a hesitação no passado permitiu que o Irã chegasse ao limiar de possuir armas nucleares.

O objetivo declarado de Trump é audacioso: esmagar as forças armadas iranianas e forçar uma transição para a “liberdade”. Em entrevista ao Washington Post, o presidente afirmou: “Tudo o que eu quero é liberdade para o povo iraniano. Eu quero uma nação segura, e é isso que vamos ter.”

Contudo, a história do Oriente Médio sugere que intervenções desta magnitude raramente terminam de forma rápida ou simples. Com o Irã prometendo uma resposta decisiva e suas milícias aliadas em alerta máximo, o mundo se pergunta se este é o início de um novo capítulo de democracia na região ou o prefácio de uma guerra de exaustão sem precedentes.

As próximas horas serão cruciais para determinar se a diplomacia ainda tem algum fôlego ou se as armas ditarão o destino do século XXI.

Anny Malagolini é jornalista com ampla experiência em produção de conteúdo digital e SEO. Atuou em redações como Campo Grande News, Correio do Estado e Midiamax, faz a estratégia editorial do portal DCI, com foco em audiência orgânica e conteúdo de autoridade.