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Ibovespa fecha em queda de 1,49% com pressões do exterior

Apesar de recuperação no meio da tarde, o índice acabou acompanhando as perdas da bolsa americana após discursos do presidente do Federal Reserve e da secretária do Tesouro

Escrito por Matheus Mans
Publicado em
Atualizado em
Índice de Confiança
Imagem: Reprodução / Unsplash

O Ibovespa hoje fechou a terça-feira, 23, com queda 1,49%, a 113.261 pontos com volume financeiro negociado de R$ 26,63 bilhões.

Ibovespa hoje

É o segundo dia consecutivo de perdas do índice Ibovespa, que segue o desempenho das bolsas americanas após discursos do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e da secretária do Tesouro, Janet Yellen. S&P 500, Nasdaq e Dow Jones recuaram em 0,3%.

Durante a aparição conjunta, Powell confirmou que a recuperação econômica dos Estados Unidos está longe de terminar, apesar de melhoras desde o começo da pandemia. Enquanto isso, a secretária do Tesouro, Janet Yellen, destacou que o pais deve voltar ao pleno emprego apenas em 2022, ainda ressaltando que muitas medidas precisam ser tomadas pelo governo americano.

Durante o dia, o Ibovespa chegou a se recuperar e a ter leves altas. No entanto, o desempenho ruim das bolsas americanas acabou puxando o índice pra baixo novamente.

Além disso, na Europa, há preocupantes indícios de uma terceira onda do coronavírus, fazendo com que empresas do continente tenham resultados com quedas expressivas.

Com o número de novos casos em alta há quatro semanas consecutivas, a premiê alemã Angela Merkel decretou confinamento total no país durante o feriado de Páscoa, de 1º a 5 de abril.

A alemã deu declarações fortes, que preocuparam os investidores. Ela chegou as dizer que a Alemanha, que vem sendo acometida por uma nova cepa do coronavírus, a variante B.117, vive hoje  como se fosse “uma nova pandemia”,

No Brasil, investidores também continuam digerindo a ata do Copom, que abriu as portas para uma nova alta de 0,75 ponto porcentual da taxa básica de juros já na próxima reunião, em 5 de maio.

Além disso, o agravamento da crise sanitária com a pandemia, com o iminente desabastecimento de remédios, kit de intubação e oxigênio, coloca a todos do mercado em atenção, já que impacta diretamente na economia real.

O crescente número de casos de contaminação e mortes desde a última semana continuam impactando a bolsa paulista.

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Jornalista especializado em cultura, tecnologia e inovação com passagens por Estadão, Yahoo! Finanças e UOL.