Quando sai a 3ª parcela da restituição do Imposto de Renda e quem recebe?
Pagamentos da restituição de 2026 seguem até agosto

O calendário de restituição do Imposto de Renda 2026 continua em andamento. Depois dos pagamentos realizados em maio e junho, a atenção agora se volta para o terceiro grupo de beneficiários. Mas quando o valor de julho será depositado e quem tem prioridade para receber?
Data do 3º lote do Imposto de Renda em 2026
De acordo com o cronograma oficial da Receita Federal, o pagamento da terceira parcela, também chamada de terceiro lote, está agendado para o dia 31 de julho de 2026. A restituição é a devolução dos valores que foram pagos a mais ao Fisco durante o ano-calendário. O processo segue as regras estabelecidas pela legislação do Imposto de Renda e a ordem de prioridade definida pela Receita Federal.
O primeiro lote foi pago em 29 de maio, enquanto o segundo foi depositado em 30 de junho. Depois do pagamento de julho, restará apenas o quarto e último lote regular, marcado para 31 de agosto.
A consulta ao terceiro lote deve ser liberada pela Receita Federal nos dias que antecedem o pagamento. Até o momento, o órgão ainda não informou oficialmente a data de abertura da consulta.
A ordem de pagamento não é aleatória. A Receita considera os critérios de prioridade e, dentro de cada grupo, a data da última declaração transmitida, processada e sem pendências.
Podem receber no lote de julho:
- Contribuintes com 80 anos ou mais que ainda não foram contemplados nos lotes anteriores;
- Pessoas com 60 anos ou mais, contribuintes com deficiência física ou mental e pessoas com moléstia grave;
- Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
- Pessoas que utilizaram a declaração pré-preenchida e escolheram receber a restituição por Pix, usando uma chave do tipo CPF;
- Contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou indicaram o Pix como forma de recebimento;
- Demais contribuintes, conforme a ordem de processamento das declarações.
Em caso de empate dentro do mesmo grupo, recebe primeiro quem entregou a declaração antes. Também é necessário que o documento esteja processado e sem pendências na malha fiscal.
Como consultar?
Para saber se foi incluído no lote de 31 de julho, o contribuinte deve acessar o serviço de consulta à restituição no site da Receita Federal. É necessário informar CPF, data de nascimento e o ano de exercício da declaração. Outra opção é entrar no portal Meu Imposto de Renda, disponível pelo e-CAC, ou utilizar o aplicativo oficial da Receita Federal.
Quando a mensagem indicar que a restituição foi enviada para crédito bancário, significa que o contribuinte está incluído no lote informado. Já o status “Em fila de restituição” mostra que a declaração foi processada, mas ainda aguarda a definição do lote de pagamento.
O valor é depositado automaticamente na conta bancária indicada na declaração ou por Pix, desde que tenha sido utilizada uma chave vinculada ao CPF do próprio contribuinte.
Caso o crédito não seja realizado por erro nos dados bancários ou encerramento da conta, o dinheiro não é perdido. O contribuinte poderá solicitar o reagendamento do pagamento pelo Banco do Brasil dentro do prazo estabelecido.
De acordo com o cronograma oficial da Receita Federal, a restituição do Imposto de Renda 2026 foi dividida em quatro lotes:
1º lote: 29 de maio de 2026;
2º lote: 30 de junho de 2026;
3º lote: 31 de julho de 2026;
4º lote: 31 de agosto de 2026.
Qual o valor da restituição?
O valor da restituição varia para cada contribuinte e depende da diferença entre o imposto que foi pago ou retido durante o ano e o valor efetivamente devido após a entrega da declaração.
Também entram no cálculo as deduções permitidas pela legislação, como despesas médicas, gastos com educação dentro do limite anual, contribuições à Previdência Social, dependentes e pagamento de pensão alimentícia determinada judicialmente.
As restituições pagas depois do primeiro lote recebem correção pela taxa Selic. A atualização é calculada a partir do mês seguinte ao prazo final para entrega da declaração até o mês anterior ao pagamento, com acréscimo de 1% no mês em que o dinheiro é depositado.
Depois que o valor da restituição é encaminhado ao banco, ele não recebe novas atualizações, mesmo que o contribuinte demore para movimentar o dinheiro.
Quem ainda não apareceu nos lotes anteriores deve verificar se a declaração apresenta alguma pendência. Caso encontre um erro ou informação incompleta, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora. Nesse caso, porém, a data considerada para a ordem de pagamento passa a ser a da última declaração transmitida.

