A população brasileira foi estimada em 211.755.692 habitantes, conforme divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As estimativas da população para estados e municípios, com data de referência em 1º de julho de 2020, foram publicadas no Diário Oficial da União.
De acordo com a projeção, o Brasil ganhou mais 1,6 milhão de habitantes em relação a 2019, o que representa aumento de 0,77%.
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados mais populosos. Já Roraima, Amapá e Acre estão no extremo oposto, como os menos populosos do país.
População brasileira – cidades
O município de São Paulo continua sendo o mais populoso, com 12,3 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,75 milhões), Brasília (3,05 milhões) e Salvador (2,88 milhões). Assim, os 17 municípios do país com população superior a um milhão de habitantes concentram 21,9% da população nacional e 14 deles são capitais estaduais.
- Com apenas 776 habitantes, Serra da Saudade (MG) é a cidade brasileira com menor população.
- 21,9% da população está concentrada em 17 municípios, todos com mais de um milhão de habitantes, sendo que 14 são capitais estaduais;
- Em 2020, eram 49 os municípios com mais de 500 mil habitantes;
- O grupo de municípios com até 20 mil habitantes é aquele que, proporcionalmente, apresentou maior número de municípios com redução populacional, com 1410 (37,3%);
- Os municípios entre 100 mil e um milhão de habitantes são os com maior contingente com crescimento superior a 1%, totalizando 142 (46,0%);
- Em 28,1% dos municípios (ou 1.565 cidades) houve redução populacional, enquanto apenas 205 municípios (3,7% do total) tiveram crescimento igual ou superior a 2%.
De acordo com o IBGE, os dados reforçam a percepção de que os municípios pequenos estão perdendo moradores, enquanto os médios crescem – ao mesmo tempo em que as maiores cidades estão estabilizadas em termos de crescimento populacional.
“Na incapacidade dos grandes centros se expandirem e proverem habitação para todos, é natural que as novas famílias procurem áreas periféricas, fazendo com que os polos regionais tenham cada vez mais atratividade”, ressalta o gerente de Estimativas e Projeções de População do IBGE, Márcio Mitsuo Minamiguchi.