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Como fazer o dinheiro render mais no supermercado

Dicas básicas para as quais muitas vezes não se presta atenção permitem ao consumidor economizar nas compras

Escrito por Regina Pitoscia
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Como fazer o dinheiro render mais no supermercado
Pesquisa do Serasa apontou as compras de alimentos como um dos principais motivos de endividamento, com peso de 15% no orçamento. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A compra de alimentos é um dos itens básicos de gasto do orçamento de qualquer pessoa. Por isso merece toda a atenção e cuidado tanto para fazer o dinheiro render mais no supermercado como para evitar que despesas com alimentação sejam uma fonte de endividamento.

Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, apontaram que, em março, 67,3% das famílias brasileiras estavam endividadas.

supermercado
Pesquise preço, troque de marcas, aproveite as promoções para economizar nas idas ao supermercado

Uma pesquisa mais recente da Serasa sobre o tema, divulgada em outubro, indicou que a principal causa do endividamento era o desemprego (40%), seguido pela desorganização financeira (14%) e compras do dia a dia, incluído supermercados, (15%).

A educadora em finanças pessoais Carol Stange diz que o endividamento com as compras de itens básicos do dia a dia deve servir como um sinal de alerta, de descontrole do orçamento familiar. “Quando a compra de mantimentos se torna a causa de endividamento, as pessoas devem redobrar a atenção, porque, quando estão sem dinheiro, a última coisa que elas deixam de pagar são as contas básicas.”

Neste momento difícil por causa da crise da pandemia, qualquer economia que faça sobrar dinheiro no fim do mês é importante, afirma Carol, que passa algumas dicas para evitar o endividamento com a compra de alimentos.

9 dicas para economizar no supermercado

– Anote todos seus gastos. Você sabe o valor mensal de suas despesas com alimentos e demais itens da despensa? A sugestão é fazer um controle que inclua pequenos gastos, até mesmo com padaria.

–  Defina prioridades para a compra de alimentos. A compra mensal pode ser opção interessante para produtos de limpeza, higiene e cereais, que têm prazo de validade mais longos. Programe a compra semanal de alimentos frescos e pense no melhor dia para isso.

– Antes de ir ao supermercado, confira os itens que faltam na geladeira e na despensa. Use a calculadora do celular para somar cada item que vai ao carrinho. Isso facilita o controle dos gastos antes de chegar ao caixa.

– Pesquise preços e aproveite promoções. Aplicativos na internet facilitam a pesquisa e a comparação de preços em supermercados de todo o País. A dica vale para qualquer produto, até medicamentos. Fique atento a promoções do varejo, do tipo leve 3 e pague 2, isso dá uma economia de 33%.

– Muitos produtos de limpeza têm uma versão em embalagem fácil de usar e outra em refil. A dica é guardar a embalagem vazia e, na hora de repor, comprar o refil, que custa menos.

– Dê espaço a novas marcas nas compras. Experimente novas marcas, sobretudo as próprias das redes de supermercado. Você pode se surpreender com a qualidade, comparável com a das marcas tradicionais, por um custo muito menor.

– Fique atento aos alimentos da estação. Frutas e hortaliças custam menos, são mais fresquinhas e nutritivas, conforme a estação em que são colhidas. Aproveite cada estação para diversificar o cardápio da família.

– Programas de fidelidade e cartões de desconto. Muitas lojas têm cartão de crédito próprio que oferece descontos. Valerá a pena se os cartões forem isentos de cobrança de anuidade. Oferecem também pontos que são acumulados e trocados por crédito no caixa, prêmios ou descontos em produtos. É uma chance de economizar, mas nem por isso concentre suas compras em um só local. Pesquise.

– Fique de olho no caixa. Não é incomum o preço do caixa ser diferente do anotado na gôndola, principalmente nos produtos em promoção. Acompanhe o registro de cada produto de olho no monitor do caixa. Se houver divergência, reclame. Deve prevalecer o preço mais baixo.

Foi colaboradora das revistas Exame, Cláudia e Nova. Formada em jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes da USP, cursou Extensão Universitária em Economia na Fundação Getúlio Vargas (FGV) São Paulo e na Faculdade de Economia e Administração da USP, Extensão Universitária em Mercado de Capitais e Finanças Pessoais no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), e Máster em Varejo pela FIA-USP. Recebeu Prêmio Esso de Jornalismo/Economia, de 1989, com reportagem “Seu Fundo de Garantia pelo Ralo”. Atuou como editora dos Cadernos de Finanças Pessoais: “Seu Dinheiro” no Jornal da Tarde, “Suas Contas” e “Fundos & Cia” no Estadão.