Deus é brasileiro e vendeu o primeiro tweet em NFT no Brasil

Leo Cardoso, escritor, advogado e empresário, é responsável pelo perfil humorístico @OCriador no Twitter.

Depois que Jack Dorsey, confundador do Twitter, vendeu um NFT (token não fungível) da primeira postagem da rede social por quase US$ 3 milhões, era de se esperar que, em pouco tempo, algum brasileiro também aproveitaria a novidade. O que ninguém poderia prever, no entanto, é que o autor do primeiro tweet brasileiro a ser negociado em NFT seria ninguém menos do que Deus.

Sim, ‘Deus’ é brasileiro e autor do primeiro tweet vendido em NFT do Brasil, mas não se trata do Todo-Poderoso e sim, de Leo Cardoso, escritor, advogado, pós-graduado em direito digital e empresário, cofundador da The Corporate Garage (www.instagram.com/garagem.vc) e responsável pelo perfil humorístico @OCriador no Twitter. 

Arrematada por 0.0265 ETH (pouco mais de R$ 350), a postagem que diz “Filhos, só uma dica: se vocês continuarem se aglomerando como se não houvesse amanhã, realmente não haverá”, conta com mais de 17 mil compartilhamentos e quase 60 mil curtidas e foi adquirida por um morador da Califórnia (@PWNwallstreet), que já possui uma coleção de centenas de imagens, ilustrações e outras postagens em NFT.


Cardoso contou ao DCI que a inspiração para colocar as postagens à venda veio mesmo de Dorsey. “Fiquei encantado com a notícia que ele tinha vendido um tweet por quase 3 milhões de dólares. Entrei na plataforma de leilão que ele usou (@Cent) para entender melhor e decidi colocar alguns tweets meus lá para serem leiloados. Como @OCriador tem 3 milhões de seguidores… vai que alguém ia se interessar… Para minha surpresa, no dia seguinte um californiano (@PWNwallstreet) fez uma oferta de 0.0265 ETHs. Aceitei na hora, para ser o primeiro tweet em língua portuguesa vendido em NFT na história. No dia, equivalia a 55 dólares só, agora, 3 dias depois, está em 63 dólares… Mas o importante é abrir o mercado de NFT no Brasil!”.

Entusiasta do mercado de criptomoedas desde 2016, “Tenho um pouco de Monero, Cardano, ZCash, Wink, Ripple, BNB, EOS… pequenas quantias em umas 30 criptos diferentes”, Cardoso conta que foi apresentado ao conceito de NFT por Filipe Farias (@live.it.filipe), amigo de Maceió que é artista e arquiteto. “Fiquei encantado e espantado com as infinitas possibilidades. Sou advogado pós-graduado em direito digital e sempre fico de olho nessas tendências”.

Caminho sem volta

Para explicar a própria opinião sobre a tecnologia, Cardoso cita Sina Estavi, o CEO da Bridge Oracle que comprou o tweet de Jack Dorsey por US$ 2,9 milhões e disse que “Isso não é apenas um tweet! Acho que, com o passar dos anos, as pessoas perceberão o verdadeiro valor desse tweet, como a pintura da Mona Lisa”


O brasileiro completa: “Há cinco, seis anos muita gente achava que o Bitcoin era uma ilusão. Hoje, o Bitcoin tem mais valor monetário comercializado que a Bolsa de Valores do Brasil, a B3. Eu acho que o NFT, o blockchain, as criptomoedas e principalmente o conceito de um mundo mais descentralizado, é um caminho sem volta”. 

Animado com a venda já histórica do primeiro tweet, Cardoso conta que já colocou mais uma dezena de tweets para leilão na plataforma (https://v.cent.co/gallery/OCriador/minted) e, por fim, deixa um recado: “A todos que tiverem interesse em tentar arrematar, digo o mesmo: Deus lhe pague!”. 

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