Visa classifica Bitcoin como ‘ouro digital’

CEO da operadora de cartões diz que criptomoeda ganhou status de reserva de valor

O aumento da procura pela criptomoeda mais representativa do mercado atualmente, o Bitcoin entrou na estratégia de negócios da Visa. Alfred Kelly, CEO da operadora de cartões de crédito e débito, classificou o Bitcoim de o  ‘ouro digital’ e já vê a moeda digital não apenas como um ativo de investimento, mas também como reserva de valor.

Durante participação no podcast Leadership Next, nesta quinta-feira, 18, o executivo informou que a Visa vai incluir o Bitcoin  no grupo de ativos especulativos e oferecer suporte para a criptomoeda em sua rede como forma de pagamento.

“Na categoria de criptomoedas temos dois objetivos: permitir a compra de BTC em dispostivos credenciados da Visa trabalhando com algumas carteiras para poder transferir o BTC para moeda fiduciária e utilizá-lo em um dos 70 milhões de locais onde a Visa é aceita no mundo (…) A outra categoria seriam as moedas digitais. Vemos nelas um enorme potencial para se tornarem um novo meio de pagamento. Estamos trabalhando com aproximadamente 35 participantes deste mundo para podermos transferir criptomoedas para moeda fiduciária e, assim, usá-la por meio de um cartão Visa”, completou.

O objetivo da operadora é ter uma plataforma que permitirá as transações do Bitcoin, um conjunto de APIs, disponível globalmente ainda no primeiro semestre de 2021. À frente da Visa desde 2016, Kelly diz que embora “não saiba exatamente quais criptomoedas irão crescer e onde estarão os melhores negócios nos próximos anos, sabe que é preciso “garantir que a Visa esteja envolvida em tudo isso hoje”, ressaltando que a empresa quer estar preparada para um estouro global desse mercado.

Visa conecta bancos com criptomoedas via APIs

O vice-presidente de Novos Negócios da Visa do Brasil, Eduardo Abreu, informou que a rede global de pagamentos já está conversando com grandes bancos digitais do país para integrar a solução de criptomoedas da operadora em suas transações.

Segundo o executivo, a Visa vai disponibilizar um conjunto de APIs de criptomoedas que também são integradas à custodiante de criptoativos Anchorage, permitindo aos usuários do sistema oferecer compra e venda de criptoativos de forma segura.

A solução  já está sendo testada com o First Boulevar, banco digital que atua nos EUA junto à comunidade negra e com quem a Visa firmou parceria recentemente, e que também será liberada no Brasil.

“Até pouco tempo atrás, a criptomoeda era um tabu. Tinha uma relação distante com o mercado financeiro. Mas isso está diminuindo, inclusive no Brasil”, disse o vice-presidente.

 

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