Carla Zambelli está livre após Itália negar extradição

Ex-deputada estava presa desde 2025

A ex-deputada brasileira Carla Zambelli comemorou hoje, 22 de maio, sua libertação da prisão na Itália, após a decisão da justiça italiana de negar sua extradição no caso da invasão do sistema informático do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em um vídeo publicado nas redes sociais por seu advogado, Pieremilio Sammarco, Zambelli agradeceu a Deus por sua libertação e afirmou estar pronta para continuar uma “vida de missão”. “Vocês ainda não sabem qual é essa missão, mas logo saberão”, declarou.

A ex-parlamentar foi libertada da prisão onde estava detida desde julho de 2025, após ter sido incluída na lista vermelha da Interpol como foragida internacional. A decisão do Supremo Tribunal de Cassação da Itália diz respeito à condenação proferida no Brasil por acesso não autorizado ao sistema da CNJ e por expedição de mandado de prisão indevido contra o juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

O processo de extradição referente à condenação por porte ilegal de arma, no caso em que Zambelli apontou uma arma para um homem em São Paulo durante a campanha eleitoral de 2022, permanece pendente.

Histórico e condenação de Carla Zambell no STF

A ordem de prisão decorre de uma condenação imposta pelo STF, que estipulou pena de 10 anos de reclusão para a ex-parlamentar. O julgamento avaliou a responsabilidade de Zambelli na invasão cibernética aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), registrada em 2023.

De acordo com o inquérito policial:

Mentoria intelectual: Zambelli foi apontada como a idealizadora do ataque Hacker, cujo objetivo era inserir um mandado de prisão falso contra o próprio ministro Alexandre de Moraes no sistema do CNJ.

Execução técnica: O acesso ilegal foi realizado pelo programador Walter Delgatti. Também condenado pelo episódio, Delgatti confessou em depoimento ter agido sob as ordens e orientações da então deputada.

Logo após a confirmação da saída de Zambelli para o território italiano, o Ministério da Justiça e o Itamaraty haviam formalizado o pedido internacional de repatriação compulsória, agora negado em definitivo pela justiça italiana.

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