Richthofen na Fazenda? Deputado cria lei para barrar criminosos em reality show

Projeto segue para aprovação

O deputado estadual Rafa Zimbaldi (União Brasil-SP) protocolou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) o Projeto de Lei 359/2026, que prevê a proibição da participação de condenados com trânsito em julgado por crimes hediondos e de grande repercussão social em reality shows exibidos no estado.

A proposta ganhou repercussão após especulações recentes envolvendo o nome de Suzane Richthofen para uma possível participação na 18ª edição do reality show A Fazenda. Apesar da repercussão, a Record TV negou publicamente a possibilidade.

O que diz o projeto do deputado?

A proposta pretende impedir, segundo o parlamentar, a “glamourização da violência”, além de evitar a exploração midiática e comercial de pessoas condenadas por crimes graves. O texto também cita a necessidade de preservar a memória das vítimas e de seus familiares.

O projeto estabelece que a restrição deverá ser aplicada a emissoras de televisão aberta, canais por assinatura, plataformas de streaming, serviços de vídeo sob demanda e até redes sociais que operem em São Paulo.

Caso a medida seja aprovada e descumprida, as empresas responsáveis poderão sofrer sanções severas. Entre elas estão a suspensão imediata da transmissão do programa e multa equivalente a 100 mil UFESPs (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo), valor estimado em cerca de R$ 3,8 milhões. Em situações de reincidência, o texto ainda prevê a cassação da autorização de operação da emissora ou plataforma em âmbito estadual.

De acordo com Rafa Zimbaldi, o objetivo da proposta é evitar a promoção indevida de pessoas condenadas por crimes como homicídio, sequestro, violência sexual, tortura, tráfico de drogas e extorsão.

“Crime não é entretenimento”, afirmou o deputado ao justificar o projeto. Segundo ele, não seria razoável que condenados por crimes graves recebessem espaço em programas de grande audiência, principalmente em realities que promovem seus participantes comercialmente.

O parlamentar argumenta que situações do tipo podem provocar revitimização dos familiares das vítimas. “Minha proposta não busca restringir a liberdade de expressão nem o direito de ir e vir, mas estabelecer limites proporcionais à exploração comercial de apenados por crimes graves”, declarou.

Durante a defesa do projeto, Rafa Zimbaldi também relembrou o caso de Laércio de Moura, participante do Big Brother Brasil em 2016. Posteriormente, ele foi condenado a 12 anos de prisão por estupro de vulnerável e por fornecer bebidas alcoólicas a uma adolescente de 13 anos.

Segundo o deputado, Laércio já respondia ao processo enquanto estava confinado no programa. Para o parlamentar, o episódio evidencia a necessidade de uma investigação social mais rigorosa por parte das emissoras responsáveis pelos realities.

Agora, após ser protocolado na Alesp, o Projeto de Lei 359/2026 deverá passar pela análise das Comissões Permanentes da Casa antes de seguir para votação em plenário.

Record nega interesse em Richthofen

A Record TV abriu o jogo sobre a possibilidade de Suzane von Richthofen, 42, integrar o elenco da próxima temporada do reality show A Fazenda.

“Suzane von Richthofen jamais foi cotada ou pensada para o reality show A Fazenda. A emissora não foi procurada por nenhum perfil para checagem”, diz a emissora

Suzane von Richthofen foi condenada pelo assassinato dos pais, Marísia e Manfred Von Richthofen, em 2002. Ela foi condenada a 39 anos de prisão, mas desde janeiro de 2023 cumpre pena em liberdade.

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