Tarcísio x Haddad: veja nova pesquisa para governador de São Paulo
Candidato do Republicanos e PT lideram pesquisa eleitoral 2026
Haddad - © Marcelo Camargo/Agência Brasil
A nova pesquisa para governador de São Paulo colocou a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes no centro do tabuleiro eleitoral de 2026. Levantamento Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira, 16 de junho, mostra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na liderança contra Fernando Haddad (PT), em um cenário que antecipa uma das principais batalhas políticas do país.E
Números da pesquisa para governador de São Paulo nas eleições 2026
No principal cenário estimulado, quando os nomes dos possíveis candidatos para o governo de São Paulo são apresentados ao eleitor, Tarcísio aparece com 46% das intenções de voto. Haddad vem em seguida, com 33%. Kim Kataguiri (Missão) registra 8%, e Paulo Serra (PSDB), 6%. Brancos e nulos somam 4%, enquanto 3% não souberam ou não responderam. (Gazeta do Povo)
Apesar da vantagem estadual, a pesquisa mostra que a eleição em São Paulo não está resolvida. O desempenho dos nomes muda conforme região, renda, idade e perfil do eleitor.
Na capital paulista, Haddad aparece numericamente à frente, com 39%, contra 38% de Tarcísio, o que configura empate técnico dentro da margem de erro. Na região metropolitana, os dois aparecem empatados com 39% cada. A força do atual governador, segundo o levantamento, está principalmente no interior, onde ele abre vantagem mais ampla. (Exame)
Esse recorte ajuda a explicar por que a disputa pode se transformar em uma campanha de dois mapas: de um lado, a capital e seu entorno mais competitivo; de outro, o interior como principal base de sustentação de Tarcísio.
O Real Time Big Data também testou uma composição sem Kim Kataguiri. Nesse caso, Tarcísio sobe para 49%, enquanto Haddad permanece com 33%. Paulo Serra cresce para 10%, brancos e nulos ficam em 4%, e os indecisos também somam 4%. (Gazeta do Povo)
O dado é relevante porque aproxima o governador da possibilidade de vitória em primeiro turno, dependendo da distribuição dos votos válidos. Ainda assim, pesquisas eleitorais são retratos do momento e não previsão de resultado. Até outubro, alianças, tempo de televisão, desempenho do governo, economia e campanha nacional podem alterar o cenário.
A pesquisa também indica onde Haddad encontra seu melhor terreno. Entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, o petista aparece à frente, com 44%, contra 36% de Tarcísio. Já nas faixas de renda mais altas, o governador amplia a vantagem. Entre quem recebe acima de cinco salários mínimos, Tarcísio marca 56%, contra 22% de Haddad. (Exame)
Por idade, a disputa fica mais próxima entre os eleitores de 16 a 34 anos: Tarcísio tem 40%, e Haddad, 36%. Entre os eleitores com 60 anos ou mais, o governador abre vantagem maior, com 55%, contra 26% do ex-ministro. (Exame)
No índice de rejeição, Haddad aparece com o maior percentual: 36% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Tarcísio vem depois, com 30%. Kim Kataguiri tem 25%, e Paulo Serra, 18%. (Gazeta do Povo)
Esse é um dos pontos mais sensíveis da corrida. Para Haddad, o desafio é reduzir a resistência fora da capital e tentar nacionalizar o debate sem ficar preso à rejeição ao PT. Para Tarcísio, a missão é transformar aprovação administrativa em voto consolidado, especialmente em regiões onde a vantagem ainda é curta.
Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem sem receber uma lista de nomes, Tarcísio lidera com 18%, seguido por Haddad, com 7%. Kim Kataguiri, Paulo Serra, Guilherme Boulos, Pablo Marçal e Simone Tebet aparecem com 1% cada. O dado mais expressivo, porém, é o percentual de eleitores que ainda não sabem em quem votar: 61%. (Gazeta do Povo)
Isso mostra que, embora Tarcísio esteja à frente no cenário estimulado, a eleição ainda depende de lembrança, campanha e definição das candidaturas. Em outras palavras, o eleitor reconhece os principais nomes quando eles são apresentados, mas a escolha espontânea ainda está distante de uma cristalização.
Metodologia da pesquisa
O levantamento Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores no estado de São Paulo entre os dias 13 e 15 de junho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número SP-09734/2026.
A disputa pelo governo de São Paulo tende a ser uma das mais observadas do país em 2026. O estado tem o maior colégio eleitoral do Brasil e costuma funcionar como vitrine nacional para partidos e lideranças. Por isso, mais do que medir a força de Tarcísio e Haddad, a pesquisa ajuda a indicar como o eleitor paulista começa a organizar suas preferências em uma eleição que ainda deve passar por muitas mudanças.