Além do Brasil, veja os países que estão testando a Coronavac

Embora a expectativa é de que a vacina chegue ao Brasil em janeiro de 2021, autoridades da Anvisa avisam que os prazos podem se estender um pouco.

Ontem (7), o governado do estado de São Paulo, João Dória (PSDB) anunciou que a vacinação em massa vai começar em janeiro no Brasil. Além disso, o parlamentar apresentou o plano de como a vacina chinesa Coronavac será aplicada e distribuída, a partir do dia 25 do próximo mês. Embora ainda seja necessária a permissão da Anvisa, Dória se mostrou seguro e confiante de que os paulistas serão imunizados em um futuro breve.

Contudo, alguns países também receberam doses da vacina e pretendem começar a vacinação da população em breve com a CoronaVac, entre eles Turquia e Chile. Confira como estão os resultados nestes lugares até o momento.

Chile está testando a CoronaVac

Em comparação com os outros países que estão testando a Sinovac, o Chile é o que está menos avançado. Os testes foram liberados no país e o país fechou acordo para comprar 19 milhões de doses da vacina. O chile tem cerca de 20 milhões de habitantes.

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Os profissionais de saúde, os trabalhadores do setor de transportes e os integrantes das Forças Armadas e forças de segurança serão priorizados em uma primeira etapa, informou o ministério da Saúde.

O governo chileno afirmou apenas que a vacinação deve ocorrer em 2021. Além disso, o Chile está fazendo contato para testar outras vacinas, são elas: Pfizer, Johnson & Johnson, AstraZeneca.

Coronacvac
Foto: Governo de SP

China

A vacina da Sinovac ainda não foi oficialmente registrada da China, mas já está sendo aplicada, em regime de uso emergencial.

Estão sendo imunizados funcionários do governo chinês, como profissionais de saúde e equipes que trabalham nas fronteiras.

O programa de uso emergencial foi aprovado por autoridades chinesas em julho e anunciado oficialmente no mês seguinte. Mais de um milhão de pessoas já foram vacinas no país, sem registro de reações adversas graves, segundo a revista Nature.

Apesar de apenas o uso emergencial ter sido autorizado, uma reportagem da BBC flagrou centenas de pessoas em uma fila do lado de fora de um hospital na cidade de Yiwu à espera de serem imunizadas por US$ 60 (R$ 308). Ou seja, quem pudesse pagar, já estaria tendo acesso à vacina na China.

Indonésia

Localizado no sul asiático, o país já iniciou seus testes com a vacina chinesa e segundo a agência Reuters, recebeu 1,2 milhão de doses e deverá receber mais 1,8 milhão no início de janeiro. A ideia é iniciar a vacinação em massa ainda neste mês de dezembro. Contudo, assim como no Brasil é preciso da autorização do órgão de vigilância sanitária e alimentos do país, o BPOM.

Em anúncio feito no último domingo (6), o presidente Joko Widodo afirmou que ainda neste ano o país deverá receber matérias-primas para produzir 15 milhões de doses e materiais para produção de mais 30 milhões de doses no próximo mês.

Turquia – CoronaVac

Segundo a Associated Press (AP), entre 10 milhões e 20 milhões de doses deverão chegar na próxima sexta-feira (11) no país. A Turquia já vem realizando os testes da vacina chinesa e a expectativa é que a agencia reguladora do país autorize a vacinação em massa e que isso aconteça ainda neste ano.

De acordo com o ministro da Saúde turco, Fahrettin Koca, mais 20 milhões de doses deverão chegar em janeiro e outras 10 milhões em fevereiro.

Parceria com o instituto Butantã

o Instituto Butantan, que é ligado ao governo paulista, firmou parceria com a chinesa Sinovac para produção da vacina Coronavac. O acordo com a Sinovac prevê a compra de 46 milhões de doses e a transferência de tecnologia para o Butantan.

Embora os testes ainda não tenham sido finalizados, a expectativa é que isso ocorra até o dia 15 deste mês. Oficialmente, a Anvisa divulgou nota afirmando que faltam etapas para liberar a CoronaVac.

Contudo, a expectativa é que dia 25 de janeiro a vacina comece a ser aplicada no estado de São Paulo, como afirmou o governador Dória. Mas o diretor da agência regulatória, Antônio Barra Torres, no entanto, prevê um prazo maior. Ele se pronunciou horas depois do anúncio do governo paulista “Antes de verificarmos estes protocolos de registro, precisamos acessar os documentos dos estudos clínicos referentes à fase 3 dos testes. No entanto, estes estudos ainda não se encerraram. Para efetuarmos o registro de vacina contra o coronavírus, demandamos no mínimo 60 dias para analisarmos os documentos”, disse em entrevista à rádio Jovem Pan.

Informar Erro

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Mais detalhes