Guia do SUS: como funciona, cartão e tudo sobre o sistema

Considerado um dos maiores e melhores sistemas de saúde públicos do mundo, o SUS beneficia cerca de 190 milhões de brasileiros. Saiba tudo sobre o sistema público e direito do cidadão brasileiro

Assim como será com a distribuição e aplicação de vacinas contra a Covid-19, o SUS é responsável por oferecer gratuitamente, atualmente, 19 tipos de vacinas para toda a população brasileira. O Sistema Único de Saúde (SUS) é a denominação do sistema público de saúde brasileiro, criado em 1988. O Brasil é considerado o único país com mais de 200 milhões de habitantes que possui um sistema de saúde pública universal. Confira como funciona tudo o que você precisa saber sobre o SUS!

 

O que é e como funciona o SUS?

O SUS é uma conquista do povo brasileiro, garantido pela constituição, que garante que todo brasileiro tem direito à saúde pública como um “dever do Estado”. Ele é financiado com os impostos do cidadão – ou seja, com recursos próprios da União, Estados e Municípios e de outras fontes suplementares de financiamento, todos devidamente contemplados no orçamento da seguridade social. Os serviços oferecidos pelo sistema de saúde universal são diversos. O SUS, por exemplo, é responsável pelo financiamento de 95% dos transplantes de órgãos realizados no país.

 

Quem pode usar o SUS? 

Todos os brasileiros podem usar o SUS, porque ele é público e financiado com impostos pagos pela população para que ele funcione. O SUS é integral, igualitário e universal, ou seja, não faz, e nem deve fazer qualquer distinção entre os usuários. O SUS realiza por ano cerca de 2,8 bilhões de atendimentos, desde procedimentos ambulatoriais simples a atendimentos de alta complexidade, como transplantes de órgãos.

 

Como funciona o atendimento do SUS?

O SUS oferece desde atendimentos primários até procedimentos complexos e oferece atendimento de emergência para pessoas que sofrem acidentes via Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O sistema de saúde brasileiro também fornece vacinas e remédios gratuitamente para pessoas com as mais variadas doenças (como diabetes, pressão alta, asma, HIV e Alzheimer), financia pesquisas na área de epidemiologia e fiscaliza a qualidade dos alimentos oferecidos em estabelecimentos comerciais por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Para poder ser atendido pelo SUS, o cidadão precisa buscar as unidades de atenção primária (postos de saúde) geridas pelos municípios. Após a avaliação nas unidades primárias, caso necessário, o paciente poderá ser encaminhado para um centro de especialidades, hospital credenciado ao SUS ou a uma unidade de pronto-atendimento.

 

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(Foto: Agência Brasil)

 

Para que o SUS foi criado?

O SUS nasceu por meio da pressão dos movimentos sociais que entenderam que a saúde é um direito de todos, uma vez que, anteriormente à Constituição Federal de 1988, a saúde pública estava ligada à previdência social e à filantropia. Além da democratização da saúde, a implementação do SUS também representou uma mudança do conceito sobre o qual a saúde era interpretada no país. Até então, a saúde era relacionada apenas um quadro de “não-doença”, fazendo com que os esforços e políticas implementadas se reduzissem ao tratamento de ocorrências de enfermidades. Com o SUS, a saúde passou a ser promovida e a prevenção dos agravos a fazer parte do planejamento das políticas públicas.

 

Quantas pessoas o SUS atende?

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O SUS é o único sistema de saúde pública do mundo que atende mais de 190 milhões de pessoas, sendo que 80% delas dependem exclusivamente dele para qualquer atendimento de saúde.

 

O que é necessário levar para uma consulta no SUS?

  • Documento de identificação com foto (carteira de identidade, carteira de habilitação etc)
  • Comprovante de endereço
  • Cartão Nacional de Saúde (quando houver).

 

O que é o Cartão do SUS e como ele funciona?

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O Cartão Nacional de Saúde (CNS) permite a identificação de cidadãos brasileiros ao usar os serviços públicos de saúde do país. O registro reúne dados pessoais e de outros documentos (CPF e RG) e formas de contato, como endereço, e-mail e telefone. De acordo com o Ministério da Saúde, além de identificar o indivíduo e permitir a localização de prontuários pelo número do cartão, esse documento tem o objetivo de oferecer um histórico de atendimentos médicos, internações e exames já realizados.

 

Como fazer um Cartão do SUS?

Pelo aplicativo Conecte SUS é possível fazer e consultar o seu Cartão do SUS. O app está disponível nas lojas App Store e Google Play Store. Siga o passo a passo para baixá-lo em seu celular. Agora você pode fazer o seu Cartão diretamente pela internet. E ao emitir o seu cartão virtual, você poderá utilizá-lo no lugar do físico, já que os dois possuem a mesma validade. Siga o passo a passo:

  • Baixe o App Conecte SUS (Android e iOS);
  • Na tela inicial, clique em “Começar”;
  • Em seguida, selecione o botão “Entrar”;
  • Insira seu CPF e senha do acesso Gov.br;
  • Caso não possua conta no Gov.br, clique em “Criar conta”;
  • Aceite os termos de uso para acessar o App;
  • Ao entrar no App, você irá deverá clicar no botão laranja, localizado no canto inferior direito da tela;
  • O seu cartão virtual do SUS aparecerá na tela, então, basta clicar no ícone de “Download” representado por uma flecha apontada para cima e pronto!

 

Cartão do SUS
(Foto: Reprodução)

Cartão do SUS é obrigatório para ser atendido?

Em casos de urgência e emergência, o paciente não deixa de ser atendido nas unidades públicas de saúde se não apresentar o cartão do SUS. Porém, para exames, consultas e cirurgias eletivas a apresentação é indispensável.

 

Cartão SUS será necessário para tomar a vacina da Covid-19?

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O cartão não será obrigatório para tomar a vacina. No entanto, o governo recomenda que a população baixe o aplicativo do Cartão para que população tenha acesso aos serviços hospitalares, entre eles, as informações sobre a vacina contra o novo coronavírus. A plataforma servirá apenas como um meio de agilizar o registro daqueles que já estiverem vinculados a ela. Assim, o governo poderá monitorar tanto possíveis efeitos adversos da vacina, quanto dar informações a respeito da segunda dose da vacina, por exemplo.

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