Curving: conheça o novo golpe das paqueras digitais sem compromisso

Confira algumas características de quem é um curver e saiba identificar se o seu crush está te enrolando ou não.

Vamos supor que você esteja conversando com o seu crush e do nada ele parou de responder às suas mensagens. Enquanto isso, você criou planos de se encontrar com ele e conhecê-lo pessoalmente, não é mesmo? Eis que dias depois, quando você já está se sentindo trouxa o suficiente, a pessoa surge com a maior cara de pau do mundo, dando uma desculpa esfarrapada. A isso damos o nome de curving.

As paqueras digitais atuais têm sido marcadas por desencontros, expectativas frustradas e sobretudo ausência de responsabilidade afetiva. E em tempos de pandemia, isso tem se intensificado. Essas relações fluídas se dão basicamente pela falta de profundidade nos sentimentos, emoções e pode causar um grande dano psicológico em quem realmente deseja encontrar alguém bacana para se relacionar.

Por isso, se você é solteiro (a) conheça um pouco mais sobre o termo curving e como se proteger emocionalmente. Conversamos com a terapeuta emocional Camila Custódio, para saber um pouco mais sobre o assunto. Aliás, descubra também se não é você quem está no lado tóxico da força.

 

O que é o curving?

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Reprodução / Pexels

Segundo Camila, “curving é uma tendência tóxica de relacionamento no universo digital, que precisa ser observada, pois ela causa sérios prejuízos à saúde mental e autoestima dos envolvidos”. Ela é um pouco diferente do termo “ghosting”, que é quando o outro desaparece por completo da vida da pessoa.

Nesse caso, o curver faz questão de se manter presente. Aliás, mesmo que demore de responder, ele sempre fará questão de marcar território, ou no popular, ele se manterá “equilibrando pratinhos”. Ou seja, isso significa que ele pode estar conversando com outras pessoas, mas te quer à disposição, na hora que bem entender.

Sendo assim, o praticante do curving sempre se manterá conectado, enviará uma mensagem aleatória e quando sumir, aparecerá pedindo desculpas, pois estava “trabalhando demais”. Se você já passou por isso, deve ter se identificado em algum momento.

Além disso, ele responderá apenas com uma ou duas linhas, nada muito aprofundado. Mas a pessoa que está do outro lado pode não perceber de cara esses sinais de comportamento egoísta, sobretudo se estiver com baixa autoestima. Aos poucos, ela se deixa envolver até ficar totalmente à mercê do curver.

Ficou na dúvida sobre essas características? Descubra a seguir como é possível notar logo de início se o seu contatinho é uma roubada ou não.

 

Como é a conduta de quem pratica curving?

Curving: conheça o novo golpe das paqueras digitais sem compromisso
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Você pratica o curving? Para a nossa terapeuta entrevistada, “o comportamento do curver mostra traços de manipulação e falta de empatia, ao mesmo tempo que chama a atenção para os motivos que justificam esse tipo de atitude.” Ou seja, para ela, “os motivos são: não perder a atenção recebida já que a pessoa nutre esse tipo de vínculo, não conseguir expressar o que sente ou até mesmo o medo da rejeição e envolvimento”. Confira as suas características mais comuns.

São sempre reativos e nunca proativos

É sempre você quem inicia os bate-papos? Então talvez seja a hora de ficar mais esperto. Os curvers quase nunca propõem novas conversas, ou se envolvem demais. Eles sempre ficam na superficialidade, nunca falam sobre si e quando conversam é sobre situações aleatórias ou sem muita importância.

Em outras palavras, eles não vão se esforçar o mínimo possível para conversar com você. E certamente deixarão o assunto morrer.

Demoram muito para responder ou respondem em horários aleatórios

Quem pratica o curving até responde as mensagens, porém na hora que quer. Isso significa que ele pode te responder amanhã, ou daqui a 10 dias. Sempre que ele reaparece, é com a mesma desculpa de vida corrida e com respostas objetivas, sem perguntas de volta. Se você percebeu isso, caia fora enquanto é tempo.

Nunca combinam nada

Sabe aquele famoso “vamos marcar” e nunca marca nada? Isso é típico daqueles que praticam o curving. No entanto, eles nunca serão mal educados com você ou te dirão “eu não vou”. Afinal de contas, eles são muito bonzinhos para tratar qualquer pessoa mal.

 

Como esse comportamento afeta nos relacionamentos?

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Esse tipo de comportamento pode causar crises de ansiedade, provocar pensamentos acelerados e tornar a autoestima do outro ainda mais fragilizada. Além disso, a pessoa passa a questionar sua autoconfiança e gerar sentimentos de autoculpa, chegando em alguns casos a ficar depressiva.

Porém, como diz Camila, “infelizmente esse tipo de comportamento está se tornando comum nos relacionamentos hoje. Muitas pessoas têm problemas de ansiedade por causa disso”.

Então, “se você perceber que está se envolvendo em um relacionamento onde está sendo curvado fique atento pois a mensagem que está recebendo é de que você não é uma prioridade e dessa forma é hora de seguir em frente”, afirma a terapeuta.

 

Como é possível se proteger do curving?

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Uma das melhores formas de se proteger desse tipo de relacionamento “cilada”, é cuidando da sua autoestima. O autocuidado também passa pela consciência dos nossos limites e do reconhecimento do que nos faz mal.

Além disso, pesquise bastante sobre a pessoa nas redes sociais. Verifique se existe algum amigo em comum entre vocês e se ele for íntimo seu, pergunte sobre a conduta do outro.

Enfim, se você identificou esse tipo de comportamento na pessoa que tem conversado, saiba se posicionar. Evite alimentar um diálogo com alguém que te faz mal. Além disso, “estar com a autoestima fortalecida e a terapia em dia é um bom começo para não entrar nesse tipo de relacionamento”, conclui Camila.

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