Dia 1 de maio é feriado? Conheça a origem do Dia do Trabalho

Dia do Trabalhador é comemorado em países como o Brasil, México, Portugal, França e Argentina.

No dia 1 de maio é comemorado o Dia Internacional do Trabalho, ou Dia do Trabalhador, em países como o Brasil, México, Portugal, França e Argentina. A data homenageia a luta do movimento trabalhista ao redor do mundo, que reivindicou melhores condições de trabalho. Mas, afinal, dia 1 de maio é feriado? Conheça mais sobre a data e sua origem.

Dia 1 de maio é feriado?

No Brasil, o dia 1 de maio é feriado nacional, como comemoração do Dia Internacional do Trabalho. Em 2022, a data vai cair em um domingo, e tem o objetivo de homenagear a luta do movimento trabalhista, que protestou por melhores condições no ambiente de trabalho. O Dia do Trabalho está previsto no calendário de feriados divulgado pelo Ministério da Economia em dezembro de 2021.

Pode trabalhar no dia 1 de maio?

De acordo com a legislação brasileira, o trabalho em feriados civis e religiosos é vetado, e as empresas devem pagar o salário referente a esses dias como descanso semanal remunerado. No entanto, há exceções a essa regra, em que algumas categorias do setor da indústria, comércio, transportes, comunicação e publicidade, e educação e cultura podem ser convocadas a trabalhar mesmo nos feriados.

Ainda assim, para as atividades em que for permitido o trabalho nos feriados, é determinado que a empresa realize o pagamento em dobro por aquele dia ou conceda folga compensatória em dia posterior. Ou seja, é possível que algumas pessoas precisem trabalhar no dia 1 de maio. Mas, como em 2022 o feriado vai cair em um domingo, que costuma ser o dia de repouso semanal assegurado a todos os empregados, é mais difícil que essa situação aconteça.

Origem do feriado do dia 1 de maio

Apesar de ser celebrado ao redor do mundo inteiro, a origem do feriado do dia 1 de maio ocorreu em território estadunidense. No dia primeiro de maio de 1886, milhares de trabalhadores dos Estados Unidos foram às ruas das maiores cidades do país, como Nova York e Chicago, para reivindicar a redução da carga horária máxima de trabalho por dia, de cerca de 12 horas na época. O slogan utilizado pelo movimento era: “Eight-hour day with no cut in pay” (em tradução livre: “diária de oito horas sem redução no pagamento”).

Em Chicago, que era uma das cidades mais industrializadas dos EUA, manifestantes também se reuniram em uma assembleia no dia 4 de maio, na praça Haymarket. O objetivo era discutir sobre os rumos do movimento, mas acabou resultando em um confronto com a polícia local. Em meio a situação, uma bomba foi atirada na direção dos policiais, e a confusão resultou na morte de guardas e trabalhadores.

Nos dias após o incidente, que ficou conhecido como Massacre de Haymarket, diversos sindicatos ao redor do país foram ocupados pela polícia e muitos sindicalistas foram presos, acusados de incitar a violência. Alguns deles acabaram tendo como sentença final de seu julgamento a pena de morte. No dia 11 de novembro de 1887, os sindicalistas Adolph Fischer, George Engel, Albert Parsons e August Spies foram enforcados. A partir desse acontecimento, o movimento e as reivindicações dos trabalhadores ganhou destaque ao redor do mundo.

Em 1889, manifestações do mesmo teor começaram a ser promovidas na França, na cidade de Paris. Anos depois, em 23 de abril de 1919, o Senado francês aprovou as 8 horas diárias de trabalho e determinou o dia 1 de maio como feriado. A partir disso, outros países também passaram a seguir o exemplo da França, como forma de homenagear o episódio dos Estados Unidos.

Apesar da brutalidade do massacre, ao longo da história a praça Haymarket recebeu diferentes memoriais homenageando a ação da polícia. O primeiro deles foi inaugurado em 1889, mas acabou destruído por manifestantes tempos depois. O mesmo feito se repetiu com as demais tentativas de instalar um monumento homenageando a ação dos policiais da época, até que, em 2004, foi construída uma estátua reproduzindo a carroça onde os manifestantes subiram no dia 4 de maio de 1886, celebrando a conquista dos direitos trabalhistas.

Dia do trabalho no Brasil

No Brasil, o dia 1 de maio é feriado desde 1925, apesar de já haver registros de manifestações operárias antes disso. A chegada dos europeus na virada do século 19 para o 20 trouxe ideais da luta trabalhista para o território nacional. Em 1917, a Greve Geral aumentou a pressão para o governo mudar o cenário operário da época, até que, em 1925, o presidente Artur Bernardes decretou o dia primeiro de maio como Dia do Trabalhador, como também é chamado. Mais tarde, em 1 de maio de 1943, com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), durante o governo de Getúlio Vargas, é que foram de fato assegurados os direitos básicos ao trabalhador, como salário mínimo e duração da jornada de trabalho.

Embora a maioria dos países comemore o dia 1 de maio como feriado do Dia do Trabalho, outros acabaram determinando a celebração em outra data. Esse é o caso dos Estados Unidos e do Canadá, que comemoram o Dia do Trabalhador na primeira segunda-feira de setembro. Nesse caso, a data teria sido desvinculada do episódio ocorrido em Chicago para não ter nenhuma ligação com os ideais socialistas e anarquistas que impulsionaram o movimento.

Acesse também: Dia 21 de abril é feriado nacional ou ponto facultativo?

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