João Doria tem R$ 29 milhões em bens bloqueados na Justiça

A acusação do Ministério Público diz que João Doria fez autopromoção com programa de asfaltamento quando era prefeito da capital; defesa não concorda com ação e recorrerá na Justiça

O governador de São Paulo, João Doria, começou a semana com uma notícia pesada: a Justiça determinou ontem, dia 19, o bloqueio de R$ 29,4 milhões em bens por conta de um processo no qual é réu por suspeita de improbidade administrativa. A decisão é da 14ª Vara da Fazenda Pública do estado de São Paulo.

João Doria responde na Justiça

O processo em questão diz respeito à época em que João Doria foi prefeito de de São Paulo.

O Ministério Público (MP) acusa o governador desde 2018 por improbidade devido a suposta propaganda irregular feita no programa “Asfalto Novo”, da Prefeitura da capital paulista.

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Os promotores apontam que as irregularidades causaram prejuízo de R$ 29 milhões aos cofres públicos. Para o MP, João Doria usou o programa para promoção pessoal e houve gasto público indevido.

Isso fere, de acordo com os acusadores, o princípio da impessoalidade, que diz que não pode a administração pública com a figura pessoal dos gestores.

Sendo assim, o juiz entendeu a irregularidade e mandou bloquear os bens preventivamente.

O magistrado Randolfo Ferraz de Campos disse que, “à medida que se fazia a publicidade oficial do programa governamental, também se fazia a promoção pessoal do corréu João Dória por vias particulares, notadamente em mídia de internet (redes sociais), de modo a fazer-se por via oblíqua, não explícita, associação na forma até de complementação de uma com a outra”.

A empresa de publicidade contratada para fazer as peças, segundo o juiz, não tem responsabilidade sobre o ocorrido e não aceitou a denúncia contra ela.

Saiba mais: Doria apresenta plano de retomada econômica de São Paulo

Defesa irá recorrer

Em nota, os advogados que defendem Doria afirmam que não concordam com a ação de bloquear os bens de seu cliente. Ainda acrescentaram que irão recorrer da decisão.

Em agosto deste ano, João Doria já havia sido condenado a pagar R$ 600 mil em outro processo que respondeu por improbidade. Desta vez tratava-se de ter usado o slogan “Acelera, São Paulo” para promoção pessoal, também da época em que era prefeito.

Confira a íntegra da nota dos advogados de defesa de João Doria:

“A ação civil pública citada encontrava-se sem movimento desde julho de 2019 e, curiosamente às vésperas das eleições municipais, foi retomada com a apreciação da liminar requerida pelo MP. A defesa de João Doria não concorda com os motivos e fundamentos invocados pelo magistrado para decretar a indisponibilidade dos seus bens, especialmente porque Doria jamais dilapidaria o seu patrimônio para evadir-se das suas responsabilidades. A defesa recorrerá ainda esta semana ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para reverter a decisão que tem caráter liminar.”

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Mais detalhes