Livro tenta responder: Brasil, por que somos assim?

Em 16 ensaios, pensadores refletem sobre as raízes que perduram nas relações sociais e políticas ao longo da história brasileira “),
(1,520270,1512791147,3896,”LILIANA LAVORATTI”,”Liliana Lavoratti

0 7

Brasil, Brasileiros – Por que Somos assim?” A pergunta não poderia ser mais oportuna e se coloca como passo necessário a que o Brasil encontre saídas para uma das mais graves crises de sua história. Foi nessa perspectiva que 16 autores – intelectuais, acadêmicos, sociólogos, cientistas políticos – deram suas respostas para o livro que será lançado em São Paulo no próximo dia 14, na Fundação FHC. Os autores apontam características que, mesmo transformadas, perduram nas relações sociais e políticas ao longo da história brasileira, de um lado impulsionando, de outro frustrando a aspiração por um país mais justo, igualitário e democrático.   Agimos contra nós mesmos   “Está distante, muito distante, a sociedade justa e próspera que sonhamos, pois o Brasil e os brasileiros, em seu cotidiano, agem, sobretudo, contra si mesmos.” A frase é do sociólogo Zander Navarro, autor do artigo “O Brasil contra si mesmo” e organizador da coletânea, junto com o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) e Francisco Almeida. Organizada e publicada pela Fundação Astrogildo Pereira e Verbena Editora, a obra de ensaios sobre “o Brasil e o modo-de-ser dos brasileiros” foi motivada pelo sentimento de inquietação e mal estar disseminado na população, na atual crise generalizada.   Ameaças a uma nação justa   Os vários autores dos ensaios alertam para ameaças e bloqueios que têm impedido a emergência do Brasil como nação próspera e justa. “São interpretações que derivam de leituras de realidade elaborados por experimentados e sólidos cientistas sociais e observadores agudos de nossa realidade social. É preciso refletir sobre o  Brasil como espaço social e território de convivência humana, sobre a identidade que poderia nos unir, sobre os nossos bloqueios, estruturais e conjunturais”, afirma a apresentação do livro.   Aposta em eventos em 2018   Para aproximar o público das empresas e engajar colaboradores, eventos corporativos são importantes na geração de renda para as organizações, e são aposta para 2018. No primeiro trimestre de 2017, a área de eventos cresceu 6,9%, quase o dobro do setor de turismo. André Rodrigues, CEO da mobLee – que desenvolve tecnologias para eventos -, defende que as empresas não deixem de investir em espaços de encontro com o seu público. “Com o crescimento de encontros atendidos, precisamos triplicar o número de colaboradores para suprir as demandas em 2018”, completa.   Convênio para inovação   Há quase dois anos levando seus executivos para imersões no Vale do Silício, o Itaú Unibanco assinou um convênio com o exclusivo Innovation Partnership Program (IPP). O programa, uma parceria entre a Singularity University, a Fundação XPRIZE e a consultoria Deloitte, visa fomentar tecnologia e inovação a partir de parcerias inusitadas entre diferentes setores da economia com o intuito de provocar transformações disruptivas em modelos de negócio. A iniciativa reúne uma comunidade de apenas 30 empresas, dentre as listadas na Global Fortune 500.   No Pacto Global da ONU   A Softplan, uma das principais empresas de software de Santa Catarina, agora faz parte do grupo de companhias signatárias do Pacto Global das Nações Unidas. A iniciativa da ONU reúne a comunidade empresarial em torno de práticas de negócios que valorizam os direitos humanos, as relações de trabalho, o meio-ambiente e o combate à corrupção. “Uma das diretrizes de nossos patrocínios leva em conta a educação de jovens e adolescentes. Exemplo disso são os projetos Prêmio desterro – Festival de Dança de Florianópolis, Pequenos Grandes Ouvintes e Escola Livre de Música, que contaram com nosso apoio em 2016”, lembra Ilson Stabile, diretor executivo da Softplan, sobre os compromissos assumidos pela empresa ao aderir ao Pacto. Ele ressalta que a companhia abomina comportamentos de intolerância religiosa, sexismo, homofobia e o racismo.   Dinheiro para negócios verdes Dentre os vários setores possíveis de financiamento bancário no Brasil, para os negócios verdes, estão a agricultura de baixo carbono, restauração florestal, eficiência energética e geração de energia. É o que demonstrou o Fórum de Negócios Verdes UE-Brasil,  realizado pela União Europeia (UE) com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e do WWF-Brasil, que reuniu nesta semana em São Paulo 22 instituições financeiras e 70 empresas brasileiras e europeias. O objetivo era fazer a ligação desses diferentes atores, facilitando soluções para linhas de financiamento destinadas a negócios verdes. Negócio acelerado   A startup InstaCarro, que realiza leilão virtual de automóveis usados, recebeu R$ 40 milhões dos fundos FJLabs, Lumia Capital, Hummingbird, Global Founders Capital, entre outros grandes investidores internacionais, em um dos maiores aportes “Série A” já feitos no Brasil. Esse é um complemento da injeção financeira realizada em fevereiro de 2017, totalizando R$ 73 milhões. Após fechar 2016 com faturamento de R$ 100 milhões, a empresa celebra os resultados de dezembro: a previsão é bater os R$ 240 milhões até o fechamento de 2017 e seguir o mesmo ritmo em 2018, dobrando para R$ 500 milhões. Pela plataforma da InstaCarro, o proprietário vende seu carro em até 1h30, tempo que as lojas e concessionárias têm para fazerem seus lances.

Informar Erro

- CONTINUE DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Mais detalhes