Bombardeio nas Filipinas mata 9 e deixa dezenas de feridos na Ilha de Jolo

As investigações ainda estão em andamento. Esse é o segundo atentado de grandes proporções na ilha, que é considerada um reduto do grupo terrorista Abu Sayyaf, ligado ao Estado Islâmico e Al Qaeda.

Na segunda-feira (24), um bombardeio nas Filipinas deixou 9 mortos e dezenas de feridos, entre eles soldados e civis.

A princípio, ninguém assumiu responsabilidade pelo incidente. Contudo, a Ilha de Jolo é um reduto de Abu Sayyaf, grupo militante que jurou fidelidade ao Estado Islâmico.

Segundo informações do Channel News Asia, terroristas detonaram duas bombas caseiras com 1 hora de diferença. O bombardeio atingiu o principal centro urbano da ilha de Jolo, situada no arquipélago de Sulu.

 

Bombardeio nas Filipinas

 

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Segundo informações de um porta-voz militar, a primeira bomba explodiu por volta do meio-dia em frente a um centro de alimentação. Do lado de fora do mesmo, dois caminhões militares estavam estacionados.

Enquanto as autoridades isolavam a área, uma mulher-bomba acionou a segunda explosão, matando uma pessoa.

De acordo com a rede Al Jazeera, a 1ª bomba matou 5 soldados e 4 civis. Ademais, as autoridades listaram 16 militares  entre as dezenas de feridos.

Até o presente momento, nenhum grupo terrorista assumiu o atentado. Contudo, a pequena Ilha de Jolo é um reduto do grupo Abu Sayyaf, que pode ter ordenado o bombardeio nas Filipinas.

 

bombardeio nas filipinas
Momentos após o bombardeio nas Filipinas. Imagem: Reprodução / Al Jazeera

 

Abu Sayaff pode estar ligado ao atentado

 

De acordo com fontes locais, o bombardeio nas Filipinas é o maior ataque na cidade desde janeiro de 2019. Na ocasião, dois ataques suicidas mataram mais de 20 pessoas e feriram pelo menos 100 antes de um culto de domingo na igreja de Jolo. Uma facção de Abu Sayyaf assumiu a culpa pelo ataque em 2019.

O grupo terrorista Abu Sayyaf surgiu na década de 1990. Até hoje atua no arquipélago Sulu de Mindanao, onde centenas de soldados foram destacados para tentar destruir o grupo, que está ligado ao Estado Islâmico e à Al Qaeda. Há muito que o grupo luta pela independência na região sul de Mindanao, que eles consideram sua pátria ancestral, remontando ao período colonial pré-espanhol.

Recentemente, as facções ganharam destaque nas manchetes. Isso porque os terroristas do Abu Sayyaf são conhecidos por atentados suicidas, sequestro para resgate e pirataria. Por fim, seus combatentes se tornaram notórios por decapitar prisioneiros, incluindo ocidentais.

Ainda em junho, quatro soldados foram mortos em Jolo após um suposto confronto com policiais, gerando tensões entre as duas forças governamentais.

Fonte Channel News Asia Al Jazeera

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