Produção de veículos bate recorde histórico em janeiro

São Paulo – Depois de um ano marcado pela queda da produção, o setor automotivo já mostra sinais de recuperação. No último mês, a produção brasileira bateu o recorde histórico de meses

São Paulo

Depois de um ano marcado pela queda da produção, o setor automotivo já mostra sinais de recuperação. No último mês, a produção brasileira bateu o recorde histórico de meses de janeiro, atingindo 279,3 mil unidades, de acordo com dados divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O volume é 31,9% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. “Nunca se produziram tantos veículos em um janeiro. Começamos o ano muito bem e estamos otimistas”, disse o presidente da entidade, Cledorvino Belini.

O executivo afirma que o bom desempenho da indústria foi puxado pelos licenciamentos. “Como as vendas estão indo bem, algumas montadoras tiveram que adiar suas férias coletivas para não atrapalhar a produção”, ressalta Belini. Segundo a Anfavea, houve um recorde histórico de vendas no mês passado, com 331,5 mil unidades vendidas. A média diária foi de 13,5 mil veículos, ante 11,4 mil negociadas diariamente um ano antes.

Já os estoques do setor subiram de 24 para 29 dias de dezembro para janeiro. Belini voltou a discursar sobre a perda de competitividade da indústria nacional para exportar, problema que ele atribui à política monetária internacional, que valorizou o real e contribuiu para uma posição desfavorável para o Brasil.

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O destaque ficou para o segmento de caminhões, que em 2012 amargou uma queda de 40% da produção. Já o início deste ano se mostrou bastante animador para as montadoras, que, segundo a Anfavea, produziram 12,7 mil veículos pesados em janeiro, volume quase quatro vezes maior que o registrado há um ano. Líderes desse mercado, como a Mercedes-Benz, afirmaram recentemente que estão otimistas para 2013, principalmente devido às condições favoráveis de financiamento do Programa de Sustentação do Investimento (PSI).

Para 2013, Belini afirma que a expectativa é de um crescimento do mercado entre 3,5% a 4,5%. “Nosso grande desafio será bater 4 milhões de unidades vendidas. Estamos confiantes”, diz o presidente da Anfavea. Ele ressalta que, desde a implantação do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) menor para carros nacionais, houve a criação de 6 mil novos postos de trabalho.

IBGE

Em estados produtores de veículos, as perdas do setor automotivo em 2012 foram responsáveis pelo maior impacto negativo na indústria como um todo, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os recuos em São Paulo (-3,9%), Rio de Janeiro (-5,6%), Paraná (-4,8%) e Rio Grande do Sul (-4,6%) foram puxados pela menor fabricação de veículos no ano passado. As quatro regiões deram a maior contribuição para a queda de 2,7% da produção industrial em 2012.

“A atividade de veículos foi a que mais pressionou o total nacional”, afirma o gerente da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo.

De acordo com o instituto de pesquisa, a exceção foi Minas Gerais, onde a produção de automóveis fechou 2012 com crescimento, o que fez o estado escapar do vermelho no ano passado. A indústria mineira teve alta de 1,4% em 2012, a principal contribuição positiva para a taxa nacional.

Segundo Macedo, a estratégia das montadoras instaladas em cada região explica as diferenças e influencia muito no resultado final do estado. “Na produção de automóveis no Paraná, por exemplo, temos observado um comportamento negativo nos últimos meses, fato ligado a uma empresa que planeja paralisar a produção para ampliar o parque industrial”, diz o gerente do IBGE.

Em 2012, houve pressão negativa da queda da produção de caminhões e automóveis em São Paulo, assim como no Rio. No Paraná, houve perdas nas linhas de produção de diversas etapas da cadeia de caminhões. Já no Rio Grande do Sul houve impacto de reboques e automóveis.

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