Afinal, quem está pagando o show da Shakira no Rio?

Evento deve reunir 2 milhões de pessoas na praia de Copacabana

A cantora colombiana Shakira volta ao Brasil neste sábado, 2 de maio de 2026, para um show gratuito que promete parar a Praia de Copacabana e injetar cerca de R$ 800 milhões na economia carioca. O espetáculo, que faz parte do projeto “Todo Mundo no Rio”, custou R$ 20 milhões, e parte da verba veio dos cofres públicos.

Quem pagou o show da Shakira em Copacabana?

O financiamento público do show da Shakira em Copacabana recai exclusivamente sobre a Prefeitura do Rio de Janeiro, que desembolsou R$ 20 milhões para viabilizar a estrutura na areia. Esse valor é superior aos R$ 15 milhões inicialmente previstos, um ajuste necessário para manter o padrão das edições anteriores que trouxeram Madonna e Lady Gaga.

O prefeito Eduardo Cavaliere defende que o gasto se paga com folga, já que a ocupação hoteleira e o consumo em restaurantes e no comércio geram um retorno financeiro gigantesco para a cidade.

Por outro lado, o Governo do Estado do Rio de Janeiro decidiu não participar do financiamento desta edição. Em nota oficial, a administração estadual justificou a ausência de aporte com base no cenário fiscal, optando por não repetir investimentos feitos em shows anteriores de grande porte. A decisão marca uma mudança em relação a anos recentes, quando eventos semelhantes contaram com recursos estaduais relevantes.

Quem são os patrocinadores

A estrutura do espetáculo também depende de uma forte rede de marcas privadas, que entram com cotas de patrocínio e ações de ativação pela cidade. A principal patrocinadora é a Corona, que lidera a presença comercial no evento, embora o valor investido não tenha sido divulgado. Ao redor dela, outras empresas de diferentes setores reforçam o financiamento e ampliam a experiência do público.

Entre os nomes envolvidos estão Santander, LATAM Airlines, C&A, 99 e Deezer, além de marcas de bebidas, tecnologia e varejo que aproveitam o evento como vitrine. A TV Globo também integra o projeto como responsável pela transmissão, ampliando o alcance nacional.

Esse modelo híbrido, que combina dinheiro público com patrocínio privado, sustenta o projeto “Todo Mundo no Rio” e explica como um show gratuito consegue reunir milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, transforma a apresentação em uma grande plataforma de marketing e turismo, que começa dias antes do espetáculo e se espalha por toda a cidade.

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