SP entra na fase vermelha no Natal e Ano Novo; veja o que muda

Apenas serviços essenciais poderão funcionar durante as janelas de 25, 26 e 27 de dezembro e 1, 2 e 3 de janeiro.

O Governo de SP anunciou nesta terça-feira, 22, novas medidas restritivas para o fim de ano. No Natal e no Ano Novo, todo o estado estará na fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP, que permite o funcionamento apenas de serviços essenciais. A medida, que valerá do dia 25 a 27 de dezembro e de 1 a 3 de janeiro, é uma tentativa do governo paulista de conter o avanço do Coronavírus.

“Porque nessas datas e porque somente serviços essenciais? Por que é muito importante que todos nós façamos a nossa parte, e a gente precisa lembrar que não estamos em momento de festas nem de aglomerações, são nestes momentos que há risco de descontrole da pandemia”, informou Patrícia Ellen, Secretária de Desenvolvimento Econômico. Entenda o que poderá ou não abrir nas datas comemorativas na fase vermelha.

O que abre e fecha na Fase Vermelha

Como não são classificados como serviços essenciais, shoppings, comércio de rua em geral, bares e restaurantes não poderão abrir entre os dias 25 a 27 de dezembro e de 1 a 3 de janeiro.

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Quais são as atividades consideradas essenciais?

De acordo com o Plano São Paulo, os serviços considerados essenciais são e que, portanto, poderão funcionar na fase vermelha são:

– Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal.
– Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local
– Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção.
– Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos.
– Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais.
– Segurança: serviços de segurança pública e privada.
– Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.
– Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.

Presidente Prudente volta para a fase vermelha

Em Presidente Prudente, a taxa de ocupação de leitos de UTI ultrapassou os 80%. Com isso, toda a região foi colocada na fase vermelha. Ou seja, a medida de manter o comércio não essencial fechado não acontece só nos feriados de Natal e Ano Novo, mas em todos os dias até a próxima reclassificação, que vai determinar se a região avança de fase ou permanece nela.

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São Paulo e a fase amarela

Com exceção da região Presidente Prudente, que voltou à fase vermelha, o estado de São Paulo está desde o dia 30 de novembro na fase amarela, que permite a abertura de comércios, mas com restrições, sendo elas:

  • Capacidade limitada a 40% de ocupação a todos os setores
  • Funcionamento máximo e limitado a 10h por dia (na fase verde este era de 12h por dia)
  • Estabelecimentos como bares e restaurantes devem funcionar até as 22h
  • Shoppings centers, galerias, salões de beleza e barbearias terão redução de público (antes o permitido era 60%, na fase amarela em SP é permitido 40%)
  • Proibição de eventos que contenha público em pé
  • Academias só poderão atender até 30% da capacidade do local e aulas e práticas em grupo estariam suspensas

Nenhuma região volta para a fase verde em janeiro

Além da fase vermelha nos feriados de Natal e Ano Novo, outra  medida anunciada pelo governo paulista é que nenhuma região vai voltar para a fase verde, uma das menos restritivas do Plano São Paulo. “Em janeiro, nenhuma região irá para a fase verde. Isso foi uma recomendação do Centro de Contingência. É muito importante nós entendermos o momento que estamos vivendo”, completou a secretária.

A reclassificação do Plano São Paulo, que vai avaliar se o estado vai para a fase vermelha ou não,  será feita no dia 7 de janeiro, ao invés do dia 4. Isso porque, com a nova data, será possível avaliar também os resultados das medidas adotadas no Natal e no Ano Novo e, assim, não ter uma falsa sensação de um cenário bom.

“A expectativa é que a gente tenha um número menor de internações e caso e com este número menor a gente estaria prejudicando a classificação no dia quatro, parecendo que a gente está numa situação melhor do que estamos, indicadores menores, pareceria que estamos entre a fase amarela e a verde, por isso precisamos de uns dias mais”, disse ainda a secretária.

Avanço do Covid-19 em SP

Nas últimas quatro semanas, São Paulo verificou um aumento de 34% no número de mortes provocadas pela Covid-19. Já o número de casos subiu 13% no mesmo período em todo o estado, de acordo o governo.

Até esta terça-feira, 22, São Paulo teve 45.395 mortes e 1,39 milhão de casos confirmados.
A média móvel diária de mortes, que contabiliza os registros dos últimos 7 dias, é de 155 mortes diárias no estado.

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