33,5% das empresas ainda sentem impacto negativo da pandemia, diz IBGE

Pesquisa Pulso Empresa indicou que cerca de 280 mil demitiram na segunda quinzena de agosto. Mais da metade delas reduziram o quadro em até 25%. Contudo, a taxa chegou em 55,8% para as empresas de pequeno porte.

Nos últimos 15 dias de agosto 33,5% das empresas do país informaram que sentiram impactos negativos da pandemia do novo coronavírus em suas atividades. O que representa uma diminuição em relação à primeira quinzena do mês em questão, quando o percentual estava em 38,6%. É o que aponta a Pesquisa Pulso Empresa divulgada hoje (01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A saber, são 3,4 milhões de empresas em funcionamento.

Além disso, 37,9% disseram que o impacto foi pequeno ou inexistente. Enquanto 28,6% consideraram que o efeito foi positivo. Em entrevista à Agência de Notícias IBGE, o coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas, Flávio Magheli explica que com a reabertura de alguns setores e flexibilização de ações preventivas, as empresas passaram a sentir menos a influência da pandemia.

Então, verificou-se que 52,6% das empresas de maior porte consideraram essa influência como baixa ou inexistente. Nas de porte intermediário foi 43,3%, e de pequeno porte, 37,8%. Se olharmos por setores, 43,2% das companhias do setor de serviços e 40,3% da Indústria relataram isso.

Por outro lado, os negócios do ramo de construção foram os que mais indicaram consequências negativas, 40,0% delas. Em seguida, o setor de comércio, com 36,0%. Para 47,5% das empresas comércio de veículos, peças e motocicletas, por sua vez, o efeito foi positivo.

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Percepção nas vendas e fabricações

Na pandemia, para 34,7% das empresas houve impacto pequeno em venda de produtos e serviço, na segunda quinzena de agosto. Já para 32,9% houve diminuição, e para 32,2%, aumento.

Em relação às regiões, se relatou percepção de aumento de vendas nas regiões Norte, em 44%, Nordeste, em 58,6%, e Centro-Oeste, em 40,5%. Enquanto as regiões Sul e Sudeste tiveram os maiores índices de diminuição, com 40,6% e 36% respectivamente.

Ademais, mais da metade dos negócios informou que a pandemia não alterou significativamente a capacidade de produção e atendimento aos clientes. Ao passo que 31,4% relataram dificuldade e 13,9%, facilidade. Ainda assim, 46,8% delas tiveram problemas em acessar fornecedores.

Quanto aos pagamentos, 40,3% apresentaram dificuldades ao quitar contas do cotidiano. E 53,0% não consideraram que houve alterações relacionadas a isso nesse período.

Magheli fez uma análise levando em conta toda a série da pesquisa. “Ao longo dessas seis quinzenas (três meses) a percepção das empresas melhorou, mas o efeito de diminuição sobre as vendas, redução na capacidade de fabricar produtos ou atender clientes, dificuldades em acessar fornecedores e insumos e realizar pagamentos ainda faz parte da rotina das empresas” explicou.

A maior parte das empresas não demitiu nesses 15 dias

Notou-se que 2,9 milhões, ou 85%, mantiveram o número de funcionários em comparação aos 15 dias anteriores. Dessa forma, 8,1% indicaram redução; e 6,3% aumentaram o quadro de colaboradores.

Nesse sentido, das cerca de 280 mil que demitiram, mais da metade delas reduziram o quadro em até 25%. Contudo, a taxa chegou em 55,8% para as empresas de pequeno porte.

Gráfico de quadro de funcionários
Fonte: IBGE

Ações de prevenção à pandemia

Entre as medidas adotadas para combater a Covid-19, a realização de campanhas e maior atenção à higiene continuam sendo as principais. São usadas por 93,1%. Além disso, 28,6% mudaram o modo de entrega de produtos ou serviços, 25,7% optaram pelo trabalho remoto, 20,1% anteciparam férias dos funcionários e 23,8% adiaram o pagamento de impostos.

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