Dívidas das famílias brasileiras atingem o pico na pandemia

A pandemia restringiu a movimentação das pessoas e travou a economia. Além disso, a queda da renda e a inflação de preços de itens básicos como alimentação e energia elétrica pesou no bolso das famílias brasileiras. Consequentemente, o endividamento das famílias com bancos atingiu o maior patamar desde 2005.

 

Qual o tamanho da dívida das famílias brasileiras?

O Banco Central informou que no final de 2020, o endividamento das famílias com os bancos atingiu 51% da renda acumulada nos doze meses anteriores. Novo recorde da série histórica que teve início em janeiro de 2005. Curiosamente, esse índice partiu de 18,42%, seu menor valor justamente em janeiro de 2005 e cresceu bastante ao longo desses 15 anos. 

Esse indicador é interessante pois inclui todas as dívidas com os bancos, inclusive o crédito imobiliário para a compra da casa própria. Por outro lado, a tendência assusta, e os recordes de endividamento estão sendo atingidos todos os meses do último trimestre de 2020. De fato, rompemos uma tendência de endividamento relativamente estável entre 40% e 45% durante toda a década passada.

 

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Quais são as principais dívidas das famílias?

  1. cartão de crédito – 78% das famílias endividadas
  2. o carnê de prestações – 16,8% das famílias endividadas
  3. o financiamento de carro – 10,7% das famílias endividadas

 

Quantas famílias estão endividadas?

Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, CNC, apontou que 66,5% das famílias brasileiras estão endividas. De fato, um aumento de 2,8 pontos percentuais, em comparação com o ano anterior.

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Essa tendência crescente preocupa. Afinal, de 2019 para 2020 também observamos o crescimento de 3,3 pontos percentuais.

Um alento para as famílias é o patamar baixo dos juros praticados atualmente.

A inadimplência assusta as empresas

A proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso cresceu 1,5 ponto percentual na média de 2020, alcançando 25,5%. Por outro lado, a inadimplência das pessoas físicas com os bancos (atrasos superiores a 90 dias) terminaram o ano passado em 2,8%. Portanto, em um nível abaixo dos 3,5% registrados no fim de 2019.

Nesse sentido, as massivas campanhas de prorrogação e renegociação de dívidas estão dando resultado. De um lado, os consumidores parcelam e pagam as dívidas com descontos. Por outro lado, as empresas reduzem o risco de inadimplência. De fato, as empresas receiam o potencial impacto negativo do fim do auxílio emergencial.

E o que fazer para pagar a dívida?

  1. Primeiramente, colocar na ponta do lápis todas as dívidas que possuir.
  2. Você deve separar as dívidas que correspondem a serviços e produtos de necessidade básica, que não podem ser cortados (como água, energia elétrica, gás e aluguel) e as que sofrem juros mais altos (como cartão de crédito e cheque especial), considerando essas como prioridade para pagamento.
  3. Aproveite que as empresas estão oferecendo formas facilitadas de renegociação de dívidas. Muitas empresas oferecem formas de parcelamento, descontos e até prêmios e sorteios.
  4. Busque novas formas de reduzir desperdícios. Um exemplo interessante é a energia solar por assinatura para reduzir o gasto na conta de luz, sem investimento. Nesse sentido, a renda extra gerada pela redução do desperdício na conta de luz ajudará no processo de renegociação dívida.
  5. Se possível fuja da bola de neve das dívidas com altas taxas de juros. Prioritariamente, devemos buscar saldar as dívidas com juros elevados como cartão de crédito, cheque especial e financiamentos. Finalmente, caso já esteja mergulhado nela, busque a renegociação.

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