Nova gasolina já está nos postos: entenda a diferença

A nova gasolina começou a ser comercializada nos postos em 3 de agosto, com tecnologia desenvolvida pela Petrobras. Segundo a estatal, ela é a “mais adequada aos modernos motores, reduzindo emissões e diminuindo o consumo.”

As novas especificações foram determinada pela Resolução ANP nº 807/2020, e deve substituir as gasolinas Comum e Premium (Aditivada) em todos os postos brasileiros até novembro deste ano.

 A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que determinou que as novas especificações, ainda ordenou que a nova gasolina deve ser substituída nas refinarias até o início de outubro, sob pena de multa.

 

Por que a gasolina mudou?

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Gasolina já está sendo comercializada nos postos de combustíveis. (Foto: Pixabay)

Segundo a Petrobras, os principais motivos para a mudança são melhorias na densidade, na octanagem RON (Research Octane Number) e no desempenho do gasolina. “Estavam ocorrendo problemas de detonação em alguns motores e consumo elevado de combustível quando utilizavam essa gasolina”, afirmou a estatal em comparação a gasolina anterior. 

Além disso, as novas especificações seguem parâmetros de qualidade da gasolina em países desenvolvidos, como comercializada nos Estados Unidos e na Europa. 

 

Quais são as vantagens da nova gasolina?

Os benefícios da nova gasolina são melhor consumo, maior proteção ao motor do veículo, redução do consumo e na emissão de gases poluentes liberados na atmosfera.

“De acordo com os testes em motores realizados no Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), a melhoria de consumo média foi de cerca de 4% a 6% para aqueles veículos testados e as duas gasolinas utilizadas”, declarou a estatal brasileira.

Além disso, a nova gasolina é mais densa. Isso significa que a massa mínima de 715,0 kg/m³ é capaz de gerar mais energia na combustão do combustível, permitindo que mais quilômetros sejam rodados com o mesmo volume de gasolina, se comparada com a gasolina anterior. Ou seja, mais energia e menos consumo. 

Contudo, a Petrobras reafirma que o desempenho do motor varia conforme o veículo, pois existem diferenças energéticas e de tecnologia entre as montadoras. 

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Outra vantagem é a temperatura de destilação da nova gasolina, agora com valor mínimo de 50% (T50), 77°C. Com isso, o desempenho do motor, a dirigibilidade e o aquecimento do motor são mais eficazes. Além de dificultar a adulteração da gasolina nas bombas. 

 

O que é octanagem?

Octanagem é a medida anti-detonante da gasolina, ou seja, é o indíce de resistência à detonação de combustíveis em motores mais modernos, os do ciclo Otto.

Isso é medido a partir da mistura do ar, aumento da pressão e da temperatura gerados pela combustão da gasolina no interior do motor. Quanto maior a octanagem, maior é a resistência. 

Segundo a ANP, existem dois parâmetros: MON (Motor Octane Number) e RON (Research Octane Number). “No Brasil, só era especificada a octanagem MON e o índice antidetonante (IAD), que é a média entre MON e RON.”

Agora com as novas especificações, o valor mínimo de octanagem RON foram alteradas. A gasolina comum que tinha 87, deve ter 92 octanas e a gasolina premium, 97 octanas.

Em relação a gasolina comum, uma nova alteração acontecerá em janeiro de 2022, em que o combustível terá 93 octanas.

Tudo isso, visando melhores desempenhos em motores mais modernos.

 

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A nova gasolina será mais cara?

O valor da gasolina deve aumentar nas bombas de combustíveis. (Foto: Pixabay)

O preço da gasolina no Brasil é formado por diversas variáveis, sendo as principais: 

  • Preço de paridade de importação: valor do produto no mercado internacional acrescido de frete e custos de manutenção de transporte; 
  • Influência da taxa de câmbio – cotado em dólar. 
  • Variação do valor no mercado internacional. 

Sobre isso a Petrobras afirma que “Quanto ao preço de bomba, cabe a cada distribuidora de combustível definir sua própria política de preços, uma vez que estes são livres e formados pelo mercado. Da mesma forma, o preço ao consumidor nos postos é uma decisão do revendedor”. 

Por fim, especialistas afirmam que o aumento do preço deve ser de 3% a 4% maior em relação ao valor atual, comercializado nas bombas de combustíveis. 

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