O que é Pix e como funciona? Conheça o pagamento instantâneo do BC

O novo sistema de pagamento Pix, desenvolvido pelo Banco Central (BC), deve começar a operar a partir do dia 15 de novembro, para toda a população. Contudo, ainda em 5 de outubro ocorrerá o início do processos de cadastro.

Uma alternativa às formas tradicionais de transferência bancária, TED e DOC, o PIX é a grande aposta para fazer transferências e pagamentos de forma instantânea. Seja durante a semana em horário comercial ou aos finais de semana, o Pix é o programa de pagamentos instantâneo que vai revolucionar a forma que utilizamos pagamentos e transferências bancárias.

O serviço será disponibilizado oficialmente em 3 de novembro e deve estar disponível integralmente para todos os clientes até 16 de novembro.

O que é pagamento Pix?

Pix se trata de um novo sistema de pagamentos em tempo real. Ele funcionará todos os dias da semana, 24 horas por dia. Assim sendo, as transferências são feitas sem intermediários, da conta de quem está efetuando o pagamento para a conta de quem o recebe. O valor é adquirido de imediato. O Banco Central gerenciará as operações.

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Se hoje as transferências entre contas bancárias e pagamentos através de boletos podem ser operações demoradas e levar até dias para “compensar” o pagamento, o PIX chega para mudar esse cenário. Ele se destaca principalmente por ser uma forma de pagamento instantânea e ter como principal objetivo baratear o custo das operações para os bancos e clientes.

Pix
Pix / Banco Central

Como funciona?

O pagamento poderá ser realizado de três formas:

  1. através de chaves ou apelidos para a identificação da conta, que podem ser o número do telefone celular, o CPF, o CNPJ ou endereço de e-mail
  2. através de QR Code
  3. por meio de tecnologias de troca de informações por aproximação, como a tecnologia near-field communication (NFC)

Assim sendo, a chave de endereçamento será sempre passada do recebedor para o pagador. Este último deverá informar o código no aplicativo de sua instituição financeira. Quem já tiver o registro da pessoa em questão poderá transferir o dinheiro sem perguntar por esse dado.

Em seguida, no caso do QR Code, serão oferecidas as opções estático e dinâmico. A primeira permitirá o uso em várias transações, e definição de valor fixo para produtos. É recomendado para pequenos varejistas, prestadores de serviço e pessoas físicas. Já o dinâmico, possibilita o uso apenas para uma transação por QR Code, inserção de informações sobre o recebedor, além de ser gerado por um sistema. Portanto, pode facilitar a automação comercial.

Desse modo, o Pix é efetuado de forma mais fácil se comparado aos conhecidos TED e DOC. Que necessitam de dados como: número da conta e da agência, CPF ou CNPJ do recebedor. Bem como, funcionam em horários limitados e normalmente com taxas acima de R$ 10.

Sede Banco Central
Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Quanto custa?

O Banco Central divulgou que atualmente as transferências tradicionais custam de R$ 0,06 a R$ 0,07 por transação e a taxa do Pix será de R$ 0,01 a cada 10 transações. 

O valor será bastante significativo quando comparado às taxas praticadas atualmente, com alguns bancos cobrando até R$20 por TED realizado. 

No entanto, cada instituição financeira poderá definir e repassar um custo adicional sob este serviço aos clientes. O Banco Central afirma que irá monitorar eventuais violações ao direito do consumidor em caso de cobranças abusivas. 

Como será utilizado?

Segundo o Banco Central, o pagamento instantâneo poderá ser realizado em diversas situações:

  • Duas pessoas físicas;
  • Pessoa física e uma pessoa jurídica;
  • Entre duas pessoas jurídicas;
  • Direcionadas a entidades governamentais, para pagamento de impostos.

Já é possível ver essa revolução nos pagamentos realizados nos Estados Unidos, por exemplo. Somente em 2018 foram contabilizados mais de 82 milhões de pagamentos instantâneos.

Então, é certo que o Pix tende a ser o principal meio de pagamento utilizado: menores taxas, rapidez, flexibilidade e segurança. Estima-se até a diminuição de pagamentos através de cartão de débito e dinheiro em espécie, já que o Pix utilizará um código de identificação, proporcionando mais segurança ao pagador e ao recebedor.

 

Conta de luz

O BC firmou parceria com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Então, será possível pagar contas de luz através do Pix, a informação foi divulgada no dia 20 de agosto. Assim, como o pagamento é instantâneo há chances de evitar cortes de energia por falta de recebimento e efetuar o religamento com maior rapidez em caso de pagamento de contas atrasadas. Ademais, como o serviço é barato pode haver diminuição da tarifa final ao cidadão.

 

Com informações de Banco Central

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