Risco fiscal: o que é e como impacta a economia e os investimentos

Entenda o que é risco fiscal, que vem sendo foco do noticiário econômico nos últimos tempos.

Quando existe um potencial risco do governo não cumprir metas e objetivos conforme esperado, os reflexos se dão na economia e nos investimentos. Entenda.

O noticiário tem falado muito sobre risco fiscal, mas você sabe exatamente do que se trata e como ele afeta a economia e seus investimentos? Vamos à explicação oficial do portal Tesouro Transparente. Trata-se do principal canal de disponibilização das informações geradas pelo Tesouro Nacional. 

O risco fiscal, de acordo com o portal, é a possibilidade de ocorrência de eventos capazes de afetar as contas públicas, de forma com que exista comprometimento dos resultados fiscais estabelecidos. Por exemplo, comprometimento de metas e objetivos do governo. 

Mas para que um evento seja considerado risco fiscal, existe a condição de ele não poder ser controlado ou evitado pelo governo. Por exemplo, os gastos que não estavam previstos, como o pagamento dos valores emergenciais por conta da pandemia de covid-19.

 

Quais os impactos na economia e nos investimentos?

 

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Quando existe o risco fiscal do governo não cumprir metas e objetivos, os reflexos aparecem na economia e nos investimentos. Isso porque os agentes passam a exigir mais garantias por conta da insegurança gerada. 

Recentemente, a falta de proposta relacionada ao financiamento do Renda Cidadã  gerou apreensão por exemplo. Isso trouxe reflexo para os títulos públicos, inclusive para o Tesouro Selic, um dos mais indicados para formação da reserva de emergência. Ele ficou no negativo em setembro.

Neste caso, os investidores passam a exigir mais para aplicar nos títulos. O governo, por sua vez, tem que pagar mais pelos títulos à venda atualmente, deixando no prejuízo quem já os tinha  antes.

A preocupação com o risco fiscal também costuma se refletir na Bolsa de valores e em outros indicadores, que caem com a potencial insegurança com relação ao cumprimento de metas. Isso porque muitos investimentos estão atrelados ao que se espera para os cenários futuros. 

Ou seja, espera-se que o governo sempre cumpra o prometido. Quando há risco disso não acontecer, o cenário muda. No caso de um eventual descumprimento do teto de gastos, o que acontece é que há aumento da dívida pública e também aumento dos juros a serem pagos. 

Lidar com risco fiscal será desafio de governos emergentes

 

Nos últimos dias, a questão do risco fiscal foi considerada um desafio para países emergentes em um evento do Institute of International Finance. Isso porque os países tiveram que gastar mais por conta da pandemia, algo que não estava previsto. Agora é preciso compensar o que foi feito até aqui. 

De acordo com a head global de pesquisa da S&P Global Ratings, Alexandra Dimitrijevic, a relação entre a dívida/PIB mundial deve aumentar cerca de 16 pontos percentuais em 2020 conforme aumentam os gastos dos governos e o crescimento diminui. 

Finalmente, um cenário como atual envolve não apenas a dívida pública, mas também privada, já que as empresas passam a vender mais dívidas para aproveitar os juros mais baixos e conseguir crédito. Desse modo, o desafio será tentar encontrar equilíbrio e garantir as metas e objetivos para diminuir a apreensão dos investidores e diminuir os reflexos de um eventual risco fiscal. É importante acompanhar os acontecimentos.

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