Seguro desemprego: governo planeja liberar duas parcelas extras

Ideia é que o seguro desemprego seja concedido em até sete parcelas; a proposta das duas extras está em avaliação no governo federal

Está em discussão em Brasília a possibilidade de criar parcelas extras do seguro desemprego. A proposta que é aventada leva em conta a atual situação de crise no Brasil por conta da pandemia de covid-19.

Isso porque o desemprego, com a pandemia, cresceu substancialmente no Brasil. Além dos trabalhadores que entraram na medida provisória da alteração do contrato de trabalho, há um grande grupo que foi totalmente desligado das empresas e solicitou o benefício.

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Como funcionariam as parcelas extras?

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A ideia é maturada desde o mês de julho pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

O benefício passaria a ser pago em até 7 meses. Segundo o texto já enviado para Brasília, os trabalhadores que foram demitidos durante o período da pandemia teriam acesso a duas parcelas extras do seguro desemprego.

Vale ressaltar que o benefício é destinado para os trabalhadores que tiveram a demissão sem justa causa. Ao comprovarem o fim do vínculo com a empresa, garantem o acesso aos valores.

Sendo assim, só conseguirão as parcelas extras do seguro desemprego os trabalhadores demitidos sem justa causa entre os dias 20 de março e 31 de dezembro.

O governo federal ainda não se pronunciou a respeito da proposta. O Ministério da Economia está com o assunto na mesa, mas há impasse. Isso porque o governo está debruçado em como conseguir financiar o Renda Cidadã. Sendo assim, o argumento é de que não há dinheiro disponível para outro programa.

Segundo o plano do Codefat, a extensão de parcelas do seguro desemprego resultaria em um acréscimo de R$ 16 bilhões ao longo de 2021.

Atualmente, o benefício pode ser concedido entre três e cinco parcelas. O valor gira entre o piso nacional do salário mínimo, de R$ 1.045, e o teto de R$ 1.813,03. Informações gerais podem ser obtidas no site da Caixa.

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