Diniz ‘pistola’ em campo: veja as reações do técnico nos jogos de 2020

Embora esteja sempre esbravejado na beira do gramado, treinador é querido pela maioria dos jogadores que trabalhou, muito pelas suas atitudes extracampo, que o fazem um ‘paizão’.

Em tempos de pandemia, o futebol precisou se remodelar com diversas transformações, como medida de prevenção à Covid-19. Dentre essas mudanças, está a ausência de torcedores nos jogos. Sem os barulhos do público, o telespectador passou a ouvir com maior frequência os gritos e instruções dos treinadores aos jogadores em campo. Nesse aspecto, um técnico ganhou destaque no futebol nacional: Fernando Diniz. Agitado na beira do gramado, o comandante do São Paulo está sempre exaltado com os jogadores, mesmo que sua equipe esteja na frente do marcador. Na internet, é comum ver os memes de Diniz ‘pistola’.

Diniz ‘pistola’ e o bom relacionamento com jogadores

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A internet sempre repercute as falas do treinador são-paulino. Se sem a presença do torcedor no estádio a comunicação com os atletas tornou-se uma virtude, as instruções de Fernando tornaram-se memes. Diniz ‘pistola’ entra em cena na maioria dos jogos do Tricolor. Nesta temporada no confronto contra o Red Bull Bragantino, logo depois da arbitragem assinalar pênalti para a equipe de Bragança Paulista após toque na mão de Luciano, o treinador proferiu as seguintes palavras ao atacante: “Parabéns, Luciano. Tomar no c*”.

Entretanto, se engana quem pense que a relação entre Diniz e Luciano é ruim. Ambos possuem uma amizade de ‘pai para filho’ e o treinador tem liberdade com o atacante para elogiar quando necessário, mas também criticar quando precisa. O treinador e o atleta trabalharam juntos no Fluminense, e na equipe carioca, Luciano viveu sua melhor fase até então.

Após trocar o Tricolor das Laranjeiras pelo Grêmio, o jogador conviveu com o banco e jogou pouco com Renato Portaluppi. Então, Diniz recomendou a chegada do atacante ao São Paulo, que realizou uma troca enviando Everton para o Sul. Luciano reconquistou o bom futebol no Tricolor Paulista, e soma 12 gols no Brasileirão. Além da boa fase, o atleta mantém o bom relacionamento com Diniz, mesmo quando ele está ‘pistola’, como é possível ver no vídeo abaixo.

Não é de hoje a postura de Diniz ‘pistola’

Embora Diniz ‘pistola’ seja comum nos jogos do São Paulo, não é de hoje essa postura esbravejada do treinador. Quando comandava o Audax em 2017 – clube em que Diniz ganhou destaque no cenário nacional – o técnico já tinha essas características de um discurso mais acalorado. Inclusive, durante a abertura do Campeonato Paulista daquele ano, em jogo justamente contra o São Paulo, Diniz disse a um jogador: “Cala a boca, quem manda aqui sou eu”.

Essa postura do treinador, no entanto, só é possível devido ao bom relacionamento que Diniz constrói. É comum ver atletas que trabalharam com o técnico, sempre elogiando sua conduta extra campo. Formado em psicologia, Fernando busca conversar sobre assuntos além das quatro linhas com seus jogadores. No São Paulo, ele possui um carinho muito grande com os atletas mais jovens como: Sara, Brenner, Igor Gomes, Diego e Luan.

No entanto, mesmo os mais jovens não escapam das broncas de Diniz, aliás ele fica ‘pistola’ com o elenco inteiro. Em confronto contra o Botafogo, o Tricolor vencia por 3 a 0, mas mesmo assim, é possível ouvir as broncas do treinador durante a transmissão.

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Elenco fechado com o técnico

Quando levantou-se a possibilidade de Diniz sair da equipe paulista devido as eliminações no Paulistão e Libertadores, os jogadores prontamente saíram em defesa do treinador. O carinho do elenco são-paulino com o técnico comprovou-se logo depois da classificação na Copa do Brasil, contra o Fortaleza. Fernando estava suspenso, mas mesmo assim, o herói daquele jogo, Tiago Volpi, fez questão de enaltecer o comandante. O goleiro usou o termo ‘paizão’ para definir o treinador.

E, é nessa harmonia entre jogadores e Diniz, mesmo que ás vezes ‘pistola’, que o São Paulo retorna a campo nesta quarta (30), para buscar uma vaga na final da Copa do Brasil. O Tricolor encara o Grêmio, no Morumbi, e precisa vencer por dois gols de diferença para avançar. Caso ganhe por um gol, a decisão vai para os pênaltis. Está tudo aberto no confronto da semifinal, entretanto a única certeza, é Fernando Diniz estará ‘pistola’ na beira do campo.

 

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