Robinho no Santos: entenda a polêmica sobre a contratação do atacante

O atacante Robinho está de volta ao Santos, mas não escapa da repercussão negativa da condenação por estupro na Itália

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Robinho já passou por exames e treinou pela primeira vez no Santos. O atacante de 36 anos está sem jogar há três meses e ainda não tem data para estrear. No entanto, a sua contratação tem dado o que falar. Afinal, o jogador é processado por estupro na Itália, e chegou a ser condenado em primeira instância.

Assim, nem todos os torcedores ficaram contentes com a notícia da volta de Robinho ao Santos. Para piorar, o clube oficializou a contratação no dia 10 de outubro, Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. Tanto nas redes sociais quanto na imprensa, a chegada do atacante foi tratada como um desrespeito às vítimas.

O processo contra Robinho

Em 2017, Robinho foi condenado a nove anos de prisão pelo estupro coletivo de uma mulher albanesa de 22 anos. O caso ocorreu em 2013, em uma boate de Milão, na época em que o atacante jogava no Milan. De acordo com a denúncia, Robinho e mais cinco amigos intoxicaram a vítima com álcool antes de cometer o crime.

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O atacante, então, recorreu da decisão judicial em liberdade. Quando foi condenado em primeira instância, Robinho ainda atuava no Atlético-MG. Deixou o clube ao fim de seu contrato, assim que a temporada acabou. Em seguida, foi jogar no futebol turco.

Segundo a defesa do jogador, a Justiça italiana só considera o réu condenado depois da sentença final, ou seja, quando não cabe mais recurso. Dessa forma, de acordo com os advogados, Robinho não está foragido e poderia até entrar na Itália sem ser preso.

No entanto, Robinho não viajou para a Itália com seu ex-time, o Istanbul Basaksehir, para enfrentar a Roma na Liga Europa do ano passado. Segundo a imprensa europeia, o clube teria optado por preservar o atacante, a fim de evitar problemas com a Justiça italiana.

Robinho no Santos
Divulgação/Santos FC

A volta de Robinho ao Santos

Antes de voltar para o Santos, Robinho vinha esquentando o banco de reservas no Basaksehir. Ele não entra em campo desde julho, quando jogou apenas dois minutos em uma partida do Campeonato Turco. A última vez que ele balançou as redes em um jogo oficial foi em maio de 2019.

Robinho chegou ao Santos a custo zero e assinou por cinco meses, com um salário simbólico. A princípio, ele ganhará apenas R$ 1.500 por mês. No entanto, o contrato prevê um bônus de R$ 300 mil depois dos primeiros dez jogos. Caso ele complete 15 partidas, ganhará mais R$ 300 mil.

“Aqui sempre foi a minha casa. Meu objetivo é ajudar dentro e fora de campo, e fazer o Santos voltar ao lugar mais alto, que é de onde nunca deveria ter saído”, declarou Robinho ao site do clube após o anúncio oficial.

Apesar de todas as controvérsias, o Santos tratou a chegada de Robinho com pompa e celebrou a “Last Pedal”, referência à série “The Last Dance”, da Netflix, sobre a trajetória de Michael Jordan. Resta saber se as últimas pedaladas do atacante realmente serão na Vila Belmiro, pois ele já declarou que pretende se aposentar no Santos.

Títulos de Robinho pelo Santos

Revelado na Vila Belmiro, Robinho virou ídolo do Santos no mesmo ano em que subiu para os profissionais. Com a sua característica pedalada na final contra o Corinthians, ele foi o grande destaque do título brasileiro de 2002, quando o clube quebrou um jejum de 18 anos sem conquistas. Ele voltaria a ganhar um Brasileirão pelo Peixe, em 2004.

Desde que deixou o Santos pela primeira vez, em 2005, para jogar no Real Madrid, Robinho já voltou três vezes ao clube que o revelou. No primeiro retorno, em 2010, conquistou Copa do Brasil e Paulistão. Depois, passou quatro temporadas no Milan e então voltou ao Santos em 2014, para ser novamente campeão estadual.

Em sua quarta passagem pelo Santos, Robinho tentará ganhar mais do que títulos. O primeiro desafio do atacante será provar sua inocência e superar a desconfiança dos torcedores. Em campo, sua chegada é um alívio para o técnico Cuca e a diretoria. Afinal, o clube ficará três janelas sem contratar ninguém após a punição da Fifa pela dívida na compra de Soteldo.

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