Atlético Mineiro comemora sucesso de iniciativas em NFT

Clube participou no início do mês de leilão para a venda de cards dos jogadores do Atlético

O Atlético Mineiro, um dos principais times de futebol do Brasil, está comemorando os resultados iniciais da sua incursão ao mercado de NFT (tokens não fungíveis), anunciadas no início do mês, quando a organização esportiva também anunciou o leilão de um quadro e a parceria com a Sorare.

Atlético Mineiro NFT

“(O NFT no Atlético) já se paga. Não só se paga, já está dando lucro. O Atlético teve zero custo com a Sorare, mas a Sorare já está dando um valor bem considerável. E a iniciativa do (quadro de) Victor, apesar de a gente ainda ter alguns dias para o leilão, já está com um lance considerável. Então, sim, já está se pagando e trazendo lucro para o clube. É importante frisar: não está trazendo um mega lucro. É algo inicial, de passinho em passinho, que a gente está fazendo com muita calma, como deve ser”, revelou o gerente de inovação do clube, Relipe Ribbe, em entrevista ao Globo Esporte.

Ribbe contou que os cards dos jogadores do Atlético vendidos na Sorare, plataforma de um fantasy game similar ao Cartola e que também comercializa cards em NFT dos atletas, supera os 212 mil euros (cerca de US$ 1,4 milhão). Desse total, a maior parte fica com a Sorare e uma parcela é destinada ao clube, que não tem nenhum custo com a iniciativa.

“Por cláusula de confidencialidade, a gente não pode falar o porcentual. O que a gente pode dizer é que é um porcentual dentro da média de licenciamento de marca. Acaba dando uma quantia relevante, principalmente se a gente considerar que era algo que o Atlético tinha zero, era algo que não estava na mesa”, explicou o gerente de inovação. Entre os cards vendidos estão o do lateral esquerdo Guilherme Arana, que foi leiloado por 14.095 euros. 

“Acabou que a gente foi bem surpreendido. Confesso que, quando finalizou o leilão do Arana, eu realmente não acreditei. Na semana passada, saiu o do Junior Alonso por 13 mil euros”, disse Ribbe, revelando também que até jogadores ainda pouco conhecidos, como Echaporã, atleta da base que ainda atua pouco no time principal, teve o card adquirido por 500 euros.

“Se daqui a alguns anos esse cara explodir e for para um time de fora, essa pessoa vai ter um card dos primeiros lançados do Echaporã. Isso acaba tendo um valor de colecionável digital, que é algo que acontece muito também”, avaliou Ribbe.

Quadro leiloado por R$ 30 mil

Outra iniciativa do Atlético no mercado NFT foi o anúncio do leilão do quadro “2013 – São Victor”, do artista Pedro Nuin, retratando a defesa do então goleiro Victor contra o Tijuana, do México, nas quartas de final da Copa Libertadores daquele ano, em que o time sagrou- se campeão. 

Com leilão seguindo até o dia 30 deste mês na OpenSea, o maior lance até o momento é de 2 WETH, equivalente a quase US$ 5,7 mil, um pouco mais do que R$ 30 mil. A vantagem, neste caso, é que a maior parte da renda fica com o clube, que também teve de arcar com os custos para realizar o leilão.

“Nesse caso, não é um licenciamento. É uma iniciativa do Clube Atlético Mineiro. A gente tem o parceiro, que é quem está emitindo o token. O artista é nosso parceiro também. O Victor, que teve a imagem cedida, é nosso parceiro também. Mas, como o Atlético é o ‘dono’ da iniciativa, fez de forma independente, grande parte da receita, nesse caso, é do Atlético”, observa Ribbe, que completa: “Se parasse hoje o leilão, já poderíamos falar que financeiramente seria um grande sucesso. Se a gente tirar o aspecto financeiro, só de a gente ter colocado a obra ali dentro, ter feito a iniciativa, eu já considero um sucesso, independentemente de quanto vier dessa iniciativa”.

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