Política chinesa de mineração de Bitcoin não eliminará a criptomoeda, dizem analistas

Fontes chinesas dizem que situação no país para o bitcoin pode não ser dramática como fizeram parecer

Os recentes movimentos na China no sentido de regular a mineração do bitcoin têm sido apontados pelo mercado de criptomoedas como um dos motivos que levaram à queda de mais de 40% do bitcoin, nas últimas semanas. Principalmente porque a maior parte da taxa hash do bitcoin vem justamente do país asiático.

Some-se à postura da China as incertezas regulatórias em relação aos impostos dos criptoativos nos Estados Unidos,  a decisão da Tesla de aceitar pagamento em bitcoin nas compras de seus carros elétricos, e as falas do CEO da Tesla, Elon Musk, sobre o elevado gasto de energia na mineração da criptomoeda, ainda que a indústria afirme utilizar uma grande parcela de energia renovável e realizar investimento em infraestrutura para expandir as fontes de energia limpa, também são tidas como responsáveis pela queda do bitcoin.

Algumas fontes chinesas, no entanto, têm indicado que a situação no país pode não ser dramática como fizeram parecer as primeiras revelações. Jiang Zhuoer, fundador e CEO da BTC.TOP, disse que, embora o governo tenha falado sobre prevenir e controlar o risco financeiro, durante a reunião do Conselho de Estabilidade Financeira da China,  e ainda que isso inclua mineração de bitcoins, a maioria dos esforços de controle será voltada para atividades de comércio.

Riscos da intervenção na mineração do bitcoin

Jiang diz que o governo intervir e impedir o fluxo de capital social para o setor de mineração de criptoativos pode levar aos riscos de transferência de criptomoedas de indivíduos envolvidos no comércio para toda a sociedade. Em sua avaliação, a decisão não significa que a mineração de bitcoin será proibida, mas que as operações de mineração que dependem do influxo de capital financeiro podem enfrentar mais restrições por parte do governo.

A mineração individual é e sempre será permitida, com o governo colocando a responsabilidade total pelos riscos e lucros no colo do indivíduo que opera a mina. Jiang comparou com a situação regulatória na China em 2013, quando o país proibiu instituições financeiras e de pagamento de participar e fornecer serviços para negociação de bitcoin, mas permitiu que o público em geral continuasse livre para negociar bitcoin por sua própria conta e risco.

O CEO da BTC.TOP acredita que o último esforço do governo terá pouco efeito sobre a mineração de bitcoin em geral. Na China, a mineração começará uma mudança de datacenters de tamanho industrial para operações menores, algo que pode elevar os custos com eletricidade, mas que será compensado pelo declínio geral no número de máquinas que fornecem a taxa de hash.

Isso fará com que a produção por unidade de mineração aumente e contrabalance os custos crescentes de energia com os quais as mineradoras terão de lidar, explicou o CEO. “Durante o processo, não haverá mudanças óbvias em toda a rede bitcoin, exceto que os pools de mineração da Europa e da América do Norte terão uma classificação superior aos pools chineses”, avaliou.

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