Coceira na pele após o banho? Descubra as causas e como evitar

A coceira na pele é um incômodo comum e muito desagradável que atinge ainda mais pessoas durante o inverno. Especialistas explicam suas causas e como tratar.

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A coceira na pele é um problema bastante comum e que se torna ainda mais recorrente nos meses de inverno, quando a água o banho fica um pouco mais quente e sair dele fica um pouco mais difícil.

Apesar de não ser nada de tão grave, a coceira na pele é extremamente incômoda e pode sinalizar problemas maiores. Mas o que podemos fazer para evitar esse desconforto?

Para entender as causas desse mal e como driblá-las, o DCI conversou com Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Kédima Nassif, membro da SBD e da Associação Brasileira de Restauração Capilar, e Claudia Marçal, membro da SBD e da Academia Americana de Dermatologia. Saiba mais.

 

As principais causas da coceira na pele

 

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Segundo Dra. Paola, “As principais causas de coceira na pele são: pele ressecada, suor, alergia ou picada de inseto. Porém, existem também algumas outras causas como doenças dermatológicas, infecciosas, metabólicas ou até mesmo psicológicas.” Assim, a especialista ressalta a importância da busca do tratamento adequado.

No entanto, as dermatologistas apontam que algumas das causas mais comuns da coceira na pele são hábitos de higiene inadequados. Sendo assim, elas podem ser evitadas corrigindo nossos hábitos.

 

Água do banho excessivamente quente

 

Primeiramente, Dra. Kédima explica que a a causa da coceira na pele pode ser simplesmente a temperatura da água do banho.

“Isso ocorre porque a água quente provoca a remoção intensa da oleosidade natural da pele que tem como função a manutenção do manto hidrolipídico, responsável por reter a umidade e proteger o tecido cutâneo. Como resultado, a pele torna-se mais seca, com o surgimento de coceira e vermelhidão, além de ficar mais suscetível às agressões externas, o que pode favorecer o aparecimento de alergias e dermatites, que também causam coceira”

Assim, o primeiro passo para evitar esse incômodo é fazer um pequeno esforço para se acostumar a temperaturas de água mais amenas. E isso pode trazer benefícios colaterais para a nossa aparência.

“Além de prevenir a perda da oleosidade natural da pele, a água fria ajuda a contrair os vasos sanguíneos, fechando os poros e diminuindo a vermelhidão e o inchaço, e aumenta a circulação na região, conferindo ao rosto um aspecto mais brilhante e saudável”, ensina Dra. Claudia.

 

Banhos longos demais

 

Além da temperatura, a duração do seu banho pode ser a origem da coceira na pele. Como já foi mencionado, a água quente remove a oleosidade. Logo, após certo tempo debaixo d’água, a camada natural de oleosidade da pele é prejudicada, ainda que a temperatura esteja mais amena.

Para manter a pele e o cabelo com uma aparência brilhante e saudável, o ideal é passar uma média de dez minutos no banho e se habituar com a água morna. “Se tiver dúvidas quanto a temperatura da água, basta observar sua pele. Caso apresente vermelhidão, é melhor abaixar a temperatura”, recomenda a Dra. Cláudia.

 

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Imagem: Reprodução / Lina Prebeza via Pexels

 

Produtos de higiene inadequados para a pele

 

Os produtos de higiene e beleza que usamos fazem muito mais do que tirar a sujeira do corpo e nos deixar perfumados: eles interagem de inúmeras maneiras com a pele e o cabelo. Sendo assim, um produto inadequado apenas já pode ser o suficiente para causar um efeito negativo.

Por exemplo, um sabonete para pele oleosa em uma pele seca eliminará oleosidade em excesso, causando ressecamento e possível vermelhidão. Assim, procure saber qual o seu tipo de pele para então buscar shampoos e sabonetes com ingredientes adequados para você.

Além disso, a nossa pele não é absolutamente igual em todas as partes do corpo. A pele do rosto, por exemplo, não deve ser lavada com o sabonete usado no corpo.

“Isso porque os sabonetes para a face possuem uma ação mais suave na pele, já que são compostos por surfactantes. Ou seja, substâncias de efeito detergente menos agressivas do que as utilizadas nos sabonetes corporais” explica a Dra. Paola.

 

Falta de hidratação diária

 

Em primeiro lugar, a hidratação precisa vir de dentro: o consumo de no mínimo 2 litros de água por dia é fundamental.

“A ingestão diária de água também é indispensável para combater a desidratação do corpo e, consequentemente, da pele, assim mantendo a camada protetora saudável e o tecido cutâneo livre da coceira, ressecamento e vermelhidão”, aconselha Dra. Kédima.

Simultaneamente, bons hidratantes corporais e faciais ajudam a manter a oleosidade e evitar a coceira na pele. “Para isso, o ideal é buscar produtos cujos veículos sejam à base de Fosfolipídeos, que formam uma segunda pele e protegem a pele de forma mais efetiva.” destaca Dra. Paola.

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Imagem: Reprodução Daria Shevtosa via Pexels

 

E se a coceira na pele persistir?

 

Já diminuiu a temperatura do água, encurtou o tempo do banho, está bebendo água e usando produtos para higiene e hidratação adequados e ainda assim a coceira na pele não vai embora?

“Existem diversas causas para a desidratação e o surgimento de prurido na pele e apenas o médico especializado será capaz de realizar o diagnóstico correto do problema para indicar o melhor tratamento para cada caso”, sintetiza Dra. Paola.

Como explica Dra Kédima, “O prurido cutâneo pode acompanhar doenças sistêmicas graves como insuficiência renal e insuficiência hepática, policitemia vera e distúrbios hematológicos, além de doenças cutâneas graves, como o linfoma de pele.”

Logo, ainda que seja uma questão aparentemente simples, a coceira na pele pode ser um alerta para um problema mais grave. Se o desconforto persistir, procure um dermatologista.

 

FONTES:

*Dra. Kédima Nassif – Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. 

*Dra. Cláudia Marçal: É médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

*Dra. Paola Pomerantzeff: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. 

 

 

 

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