Entenda as diferenças entre a vacina de Oxford e a CoronaVac

Na tarde de ontem (17) a Anvisa aprovou, por unanimidade, o uso emergencial das vacinas CoronaVac e a ChAdOx1, mais conhecida como vacina de Oxford, no Brasil.

Portanto, ambas podem ser aplicadas na população, desde que com algumas restrições. Já foram aplicadas as primerias doses da CoronaVac no Brasil.  Contudo, embora ambas vacinas sejam contra a COVID-19, elas têm algumas diferenças entre si. Confira as diferenças entre a vacina de Oxford e a CoronaVac.

Diferença entre a vacina de Oxford e a CoronaVac

A grande diferença entre elas está relacionada à tecnologia pela qual elas foram desenvolvidas.

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A coronaVac usa o vírus inativo para produzir uma resposta imune no corpo humano, ou seja, ela não nos deixa doentes. Mas esse vírus é capaz de criar uma imunidade e fazer com que o organismo responda à ameaças.

Já a vacina de Oxford usa uma tecnologia de vetor viral recombinante, produzida a partir de uma versão enfraquecida do vírus que causa resfriado em chimpanzés, mas não em humanos.

Foto: Governo de São Paulo

Eficácia: coronaVac vacina de Oxford

A Coronavac tem uma eficácia de 50,38% para casos considerados muito leves da Covid-19, 78% para leves e, embora isso ainda precise de confirmação, aparentes 100% para moderados e graves.

A segunda dose deve ser aplicada 21 dias após a primeira.

Já a vacina de Oxford mostrou eficácia média de 70,4% e até 90% no grupo que tomou a dose menor. Segundo os estudos de teste com vacina, o imunizante apontou 70% de eficácia no grupo que tomou a segunda dose 21 dias após a primeira e 100% naqueles que tomaram 12 semanas após a aplicação inicial.

Efeitos adversos

Nenhuma das vacinas causou efeitos colaterais graves nos pacientes. As reações sentidas, em sua maioria, foram febre, dor no local da injeção e inchaço.

Diferenças no Armazenamento: coronaVac vacina de Oxford

Ambas podem ser mantidas em geladeiras comuns, em temperatura entre 2°C e 8°C.

Doses no Brasil

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Lançamento do plano de imunização nacional (Foto: PR)

O ministro Eduardo Pazuello afirmou que estão em curso negociações diplomáticas e que espera que as vacinas de Oxford cheguem ainda nesta semana. Uma tentativa de trazer o imunizante para o Brasil falhou na última sexta-feira.

Já o Butantan afirma dispor de 10,8 milhões de doses da CoronaVac em solo brasileiro. A expectativa do órgão é que até março já tenham chegado 46 milhões de doses. O governo de São Paulo traçou um plano de imunização que deve ter início dia 25 de janeiro.

Ainda não há data especifica para começar a vacinação com o imunizante de Oxford.

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