Itália suspende voos do Brasil; Saiba quais países fizeram o mesmo

Italia suspende voos do Brasil e turistas que tenham passado pelo país. A medida tenta frear a contaminação por nova variante e mutações da COVID-19

A Itália anunciou neste sábado (16) que irá suspender voos vindos do Brasil como uma forma de impedir a disseminação de uma nova variante do coronavírus, identificada no país.

 

O ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, afirma que a Itália suspendeu voos do Brasil numa tentativa de proteger a população do país contra possíveis mutações do vírus. O italiano ainda afirma que qualquer pessoa que tenha transitado no Brasil nos últimos 14 dias também está proibida de entrar no país europeu. Brasileiros ou estrangeiros vindos do Brasil serão obrigados a realizar um teste para detectar o vírus.

 

Em suas redes sociais, Speranza disse que é fundamental que os cientistas estudem a nova cepa do vírus. O ministro também afirma que todas as medidas de abordagem cautelosa estão sendo tomadas.

 

Itália suspende voos do Brasil; Outros países já fizeram o mesmo

 

Na última quinta-feira (14), o Reino Unido também, decidiu barrar viajantes vindos do Brasil, Portugal, além de 14 outros países por conta da nova cepa da COVID-19. A proibição passou a valer já nesta sexta-feira (15).

 

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Desde a primeira versão do Sars-CoV-2, que surgiu na China, cientistas já listaram cerca de 800 variantes do vírus em todo o mundo, mas três ganharam atenção especial: As identificadas na África do Sul, Reino Unido e Brasil, no Amazonas.

 

Nova variante encontrada no Amazonas

 

Em nota, a Fiocruz do Amazonas afirma que a evolução partiu de uma linhagem que circulava no estado do Amazonas desde abril de 2020, mas uma rápida taxa de mutação foi detectada entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021.

 

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A nova cepa encontrada em Manaus foi responsável pela reinfecção de uma paciente de 30 anos, e já se recuperou da doença. Teme-se que a variante tenha mutações parecidas com as encontradas no Reino Unido e África do Sul, justamente nas espículas, a “chave” que o vírus usa para entrar nas células.

 

A circulação da nova variante ocorre em meio ao colapso no sistema de saúde do Amazonas, que tem recordes de internações devido ao alto contágio por COVID-19, com falta de oxigênio hospitalar para pacientes. Com o auxílio de governadores e governo federal, o estado do Amazonas já iniciou a transferência de pacientes para hospitais de sete estados, além do Distrito Federal.

 

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